Nacional
Concess�es na tribut�ria v�o definir apoio na Previd�ncia
Brasília ? O PFL e o PSDB uniram-se para impedir a conclusão da votação, ontem, da reforma da Previdência, na expectativa de o governo dar sinais claros de que atenderá às reivindicações da oposição e dos governadores na reforma tributária. Além disso, a oposição resistia em dar duas vitórias ao governo no mesmo dia, votando as reformas tributária e da Previdência. Sem o apoio e os votos dos dois partidos, o governo adiou para hoje a votação em segundo turno proposta da Previdência. Mas o clima não era de otimismo. ?É melhor ter um clima bom para votar a Previdência. O PFL e o PSDB não querem votar; então, é melhor não corrermos risco. Essa votação exige uma costura fina para não ter problema?, resumiu o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), ao anunciar que a reforma não seria votada hoje. ?Não pode haver surpresas.? O governo desistiu de votar depois de passar o dia de ontem tentando resolver problemas na base de apoio ao Palácio de Planalto. João Paulo se reuniu por cerca de duas horas com os oito deputados do PT que, no primeiro turno da Previdência, se abstiveram. Eles saíram do encontro afirmando que vão optar, também no segundo turno, pela abstenção. Birra política ?Virou uma birra política sem sentido da parte deles?, reagiu o presidente do PT, José Genoino. Além do PT, o governo também enfrenta problemas no PC do B e no PDT. No PC do B, 4 dos 11 deputados continuam dispostos a votar contra a reforma da Previdência. Dos 14 deputados do PDT, 9 votam com o governo. O PMDB, outro aliado, permanece dividido. No fim da manhã, os líderes do PFL e do PSDB avisaram que não dariam presença na sessão da Câmara - entrariam em obstrução ? para a votação da reforma da Previdência. ?Hoje é o dia da reforma tributária e é importante que a sociedade saiba o quanto essa reforma é ruim. Por isso, não vamos dar quórum para votar a Previdência?, afirmou o líder do PSDB, Jutahy Júnior (BA).