loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Governadores acusam Planalto de s� est� interessado na CPMF

Ouvir
Compartilhar

Brasília ? A primeira linha de ataque de governadores à proposta tributária desembarcou ontem em Brasília acusando o Planalto de não ter interesse em fazer a reforma, mas apenas assegurar receitas para a União por meio da prorrogação da CPMF, o chamado imposto do cheque, e da Desvinculação de Receitas da União (DRU). ?À União não interessa a reforma tributária, mas a prorrogação da CPMF e da DRU?, atacou o governador de Sergipe, João Alves (PFL), numa reunião de governadores do Nordeste. Na mesma linha se manifestaram Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), José Reynaldo Tavares (PFL-MA) e Lúcio Alcântara (PSDB-CE). Pelo menos sete governadores e dois vices mudaram ontem a rotina da Câmara. Para hoje é esperada a chegada de outros, inclusive Geraldo Alckmin (SP) e Aécio Neves (MG), ambos do PSDB, para uma reunião com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e líderes partidários, às 11h. Pelo menos 15 governadores devem participar da conversa. Governadores e líderes devem discutir um roteiro sugerido a eles pelo governo para a votação da proposta: aprovar rapidamente na Câmara, até o fim deste mês, e deixar a discussão de eventuais mudanças para o Senado. Como a modificação do texto implicará a volta do projeto à Câmara, o que, por falta de tempo útil, deixaria a aprovação definitiva da reforma só para 2004, os senadores manteriam integralmente apenas os itens referentes à CPMF e à DRU, que seriam imediatamente promulgadas. O roteiro enfrenta a oposição dos Estados: eles teriam de resolver seus conflitos de interesse sem a intermediação da União, que já teria conseguido o que lhe interessa. ?É um salto no escuro?, disse Cunha Lima. O Senado antecipa-se à polêmica discussão sobre a reforma tributária e começa a montar na próxima semana um ?arsenal? de argumentos contrários a pontos da proposta do governo. No dia 2, os cinco representantes de cada uma das regiões do País dirão na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) o que querem mudar no substitutivo de Virgílio Guimarães.

Relacionadas