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Assembl�ia de MG suspende sal�rios fantasmas e maraj�s
Belo Horizonte ? A Assembléia Legislativa de Minas Gerais decidiu ontem suspender os salários de 25 funcionários da Casa, considerados ?fantasmas? e ?marajás?. A decisão foi tomada após uma reunião entre a comissão de deputados estaduais criada para analisar os salários pagos a funcionários e o presidente da Assembléia, Mauri Torres, do PSDB. De acordo com o deputado Rêmolo Aloise (PL), que integra a comissão, os salários suspensos variam de R$ 2.500,00 a R$ 18 mil e os funcionários foram convocados há 40 dias, mas não compareceram à Assembléia para prestar esclarecimentos sobre a situação funcional. O presidente da Assembléia negou-se a divulgar os nomes dos servidores que tiveram os salários suspensos. Ontem (25) à noite, Aloise incluiu na relação o presidente da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Leonardo, que ocupa o cargo de procurador na Assembléia. Leonardo negou que estivesse em situação irregular e, ontem, o presidente da Assembléia disse que ele está à disposição da OAB-MG por uma decisão da mesa diretora da Casa. Segundo Aloise, na lista de salários suspensos, há também empresários e jornalistas. ?Marajá, no meu conceito, é quem ganha e não trabalha?, disse. De acordo com a assessoria da Assembléia, os 25 funcionários que tiveram os salários suspensos estão sujeitos a processo administrativo, afastamento do cargo e até demissão. Na próxima semana, uma comissão deverá se reunir com a mesa diretora da Assembléia para discutir novamente o assunto e sugerir a realização de uma auditoria na folha de salários do Legislativo. Recentemente, foram listados 172 servidores que recebem entre R$ 15 mil e R$ 49.700,00. De acordo com a comissão, a maior remuneração da Casa é recebida pelo ex-diretor-geral Dalmir de Jesus.