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Reforma da Previd�ncia chega para ser votada at� setembro

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Brasília ? O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), admitiu que a reforma da Previdência, que chegou ontem à Casa, poderá ter alguns pontos alterados pelos senadores, o que levaria à promulgação fatiada da proposta. Na avaliação de Sarney, existem duas questões na proposta aprovada na Câmara que permanecem controversas, como os três subtetos salariais nos Estados e a aposentadoria compulsória aos 70 anos de idade. O presidente do Senado está confiante, no entanto, de que a reforma da Previdência será aprovada pelos senadores até o fim de setembro. Mas o que for modificado pelos senadores terá de ser novamente apreciado pelos deputados. ?As questões maiores da Previdência já foram discutidas na Câmara como uma área de grande consenso. Não é o caso da reforma tributária, que teremos de examinar em profundidade?, disse. ?As questões que foram aprovadas em duas votações na Câmara e aquelas que forem aprovadas em duas votações no Senado sem divergências vão cumprir a tramitação constitucional e poderão ser promulgadas?, completou, admitindo a mudanças de alguns trechos da proposta. Para aprovar a reforma até o fim de setembro ou, no máximo, até o início de outubro, Sarney pretende fazer um acordo com todos os líderes partidários a fim de tornar ágil a tramitação. ?Acredito que poderemos votar no prazo de 20 a 30 dias. Acho que é um prazo razoável e realista se houver consenso de todas as lideranças?, afirmou. Mas os partidos de oposição prometem atrapalhar os planos de Sarney e do governo. O PFL, o PSDB e o PDT (no Senado, os pedetistas não fazem parte do bloco governista) prometem, com os 33 votos, mudar, pelo menos, quatro pontos da reforma aprovada na Câmara. Os três partidos defenderão regras mais claras para a paridade nos reajustes dos servidores públicos (extensão dos mesmos aumentos dados aos servidores da ativa aos aposentados e pensionistas), querem aumentar a idade da aposentadoria compulsória dos atuais 70 anos para 75 anos e apresentarão emenda contra a estatização do seguro por acidente de trabalho.

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