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Proposta agrada �s lideran�as

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Embora com gastos limitados, o Orçamento agradou aos líderes aliados, que participaram da segunda parte da reunião ministerial, no Palácio do Planalto. Foi apontado como realista e focado na área social por líderes como Renan Calheiros (AL), do PMDB, e Eduardo Campos (PE), do PSB. Nesta reunião, Lula brincou: ?Todos têm imaginação para gastar muito, mas a imaginação falta na hora de apontar as fontes de recursos.? Em comparação com a proposta orçamentária de 2003 preparada por Fernando Henrique, antes das emendas parlamentares, o volume de investimentos é quase o mesmo (R$ 7,8 bilhões ante R$ 7,35 bilhões), mas a receita é muito maior. A União deve arrecadar R$ 402,2 bilhões em 2004, enquanto, em 2003, deveria arrecadar R$ 328 bilhões pelo projeto original. Da receita projetada para 2004, R$ 30,2 bilhões estão condicionados à aprovação das reformas previdenciária e tributária, além da prorrogação da alíquota de 27,5% do Imposto de Renda (IR), que cairia para 25% no fim deste ano. A maior parte dos recursos (R$ 20,7 bilhões) depende da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), R$ 4,4 bilhões da tributação dos importados prevista no relatório da reforma tributária, R$ 1,4 bilhão da taxação dos servidores inativos e R$ 1,8 bilhão do ganho de arrecadação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o novo teto de aposentadoria. Segundo Mantega, o Orçamento de 2004 reflete a melhoria das condições econômicas do País. As projeções de arrecadação levaram em consideração uma expectativa de crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma inflação de 5,5%, enquanto as despesas com juros foram projetadas com uma taxa Selic de 15,17%. ?O governo começa a apostar todas as suas fichas no crescimento, que, aliás, começa a ser uma realidade?, afirmou Mantega. ?A partir do terceiro trimestre, já se identifica sinais de retomada do crescimento e do consumo. No quarto trimestre, essa retomada estará claramente caracterizada.? Mesmo com esse cenário mais otimista, as despesas do Executivo com investimentos e custeio de 2004 não chegam ao nível previsto na lei orçamentária de 2003, antes dos cortes. O Planalto decidiu priorizar a área social, que ganhará R$ 7 bilhões a mais do que este ano, e o setor de infra-estrutura, que ganhará R$ 1,6 bilhão. Apesar desse reforço, o Ministério dos Transportes, por exemplo, responsável pelas obras de recuperação das estradas, terá R$ 2,3 bilhões, o que não é suficiente para repetir o investimento de 2002. A Integração Nacional do ministro Ciro Gomes receberá R$ 797,7 milhões, três vezes mais do que neste ano, mas metade do gasto em 2002. O déficit previdenciário do setor privado (INSS) deve ultrapassar pela primeira vez o déficit previdenciário da União em 2004. Pelas projeções contidas no projeto orçamentário que o governo enviará amanhã ao Congresso, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) gastará com aposentadorias e pensões R$ 31,5 bilhões a mais do que arrecadará, enquanto o gasto efetivo com os servidores federais será de R$ 29,7 bilhões.

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