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TRUMP REVELA PLANO DE PAZ QUE FAVORECE ISRAEL

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President Donald Trump, joined by Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu, speaks during an event in the East Room of the White House in Washington, Tuesday, Jan. 28, 2020, to announce the Trump administration's much-anticipated plan to resolve the Israeli-Palestinian conflict. (AP Photo/Alex Brandon)
President Donald Trump, joined by Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu, speaks during an event in the East Room of the White House in Washington, Tuesday, Jan. 28, 2020, to announce the Trump administration's much-anticipated plan to resolve the Israeli-Palestinian conflict. (AP Photo/Alex Brandon) -

O presidente americano, Donald Trump, une-se nesta terça-feira (28) a uma longa lista de líderes mundiais que buscaram termos para resolver o conflito entre palestinos e israelenses. Trump revelou o plano de paz, que chamou de "acordo do século", após três anos de gestação e muitos adiamentos, parte deles devido à indefinição em Israel que levou à terceira eleição em menos de um ano. Ao lado do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, o presidente americano propôs a criação de um Estado palestino. O plano, no entanto, reflete a postura pró-Israel de seu governo e faz importantes concessões ao país, como o reconhecimento da soberania israelense sobre seus assentamentos na Cisjordânia e sobre o vale do rio Jordão. Trump afirmou que a capital do Estado palestino seria em Jerusalém Oriental, onde os EUA abririam uma nova embaixada. A declaração, porém, não é clara, uma vez que, segundo Trump, a cidade será mantida como "capital indivisível de Israel". Para aumentar a confusão, comunicado divulgado no site da Casa Branca afirma que a capital do Estado da Palestina "incluirá áreas de Jerusalém Oriental". Depois do anúncio conjunto, Netanyahu afirmou a repórteres que a capital palestina ficaria em Abu Dis, um bairro localizado nos subúrbios de Jerusalém, a leste da cidade. Em troca do Estado palestino, haveria o reconhecimento dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, considerados ilegais por palestinos e por grande parte da comunidade internacional. Resoluções da ONU têm reiteradamente decidido pela ilegalidade dessa política israelense com base na Quarta Convenção de Genebra, que proíbe "a deportação ou a transferência de partes da população civil" de um país para um território ocupado por ele.

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