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L�der do MST � morto em tiroteio no Paran�

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Londrina ? Um tiroteio na manhã de ontem em Foz do Jordão (centro-sul do PR) deixou um coordenador do MST morto. O confronto aconteceu às 7h na PR-373, perto da fazenda Trombini. A vítima fatal foi Paulo Sérgio Brasil, de 36 anos. Lino Vidal, de 50 anos, está gravemente ferido, com tiro na cabeça. O sem-terra Pedro Brasil, de 53 anos, também teve ferimentos graves, mas não correria riscos. O segurança Nelson Cristiano Gonçalves, de 30 anos, ficou levemente ferido em razão de estar com o colete à prova de balas. Os seguranças pertencem à empresa Galina GWS. A polícia informou que é a primeira morte no Paraná em conflito entre sem-terra e ruralistas neste ano. O irmão de Paulo Sérgio, Pedro Brasil, foi internado em Candói (centro-sul do PR) em estado grave. Outro sem-terra, Anarolino Viau, recebeu um tiro na cabeça e foi operado no hospital São Vicente, em Guarapuava. Até as 21h, Viau estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) correndo, segundo os médicos, alto risco de morte. O delegado regional de Guarapuava, Osnildo Carneiro Leme, disse que um segurança, ainda não identificado, ficou baleado no confronto e foi transferido para Mangueirinha (sudoeste do PR). O tiroteio aconteceu quando um grupo de cem homens do acampamento do MST na PR-373 se preparava para entrar na fazenda Trombini, área em processo de desapropriação e utilizada pelos acampados para plantio. Recebidos à bala A coordenação do MST informou que os sem-terra foram recebidos à bala por um grupo de 20 homens armados e com coletes à prova de balas. O MST afirma que policiais militares estavam entre os atiradores. O delegado regional designou o delegado Juraci Lopes para investigar o caso. Até as 21 horas ele não havia retornado de Foz do Jordão, município subordinado à Polícia Civil de Guarapuava e que não tem delegacia de polícia. O secretário da Segurança Pública do Paraná, Luiz Fernando Delazari, viajou de Curitiba a Foz do Jordão para acompanhar de perto as investigações. Sua assessoria informou que a presença do secretário no local tinha como objetivo investigar a acusação do MST de envolvimento de policiais militares no tiroteio. Os sem-terra, acampados na BR- 373 desde o final do ano passado, fecharam a rodovia na manhã de ontem em protesto contra a morte do coordenador do MST. A rodovia só foi liberada depois da chegada do secretário Delazari a Foz do Jordão.

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