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Corr�a reafirma cr�ticas que fez ao governo Lula
Brasília ? O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, disse ontem que mantém ?integralmente? as polêmicas considerações sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva publicadas pela revista Veja, em sua última edição, e, num recado direto a seus críticos, lembrou que ainda tem pela frente mais oito meses de mandato. Na tentativa de afastar a possibilidade de crise institucional entre Executivo e Judiciário, diante de suas declarações, Corrêa fez questão de afirmar que suas opiniões sobre o governo são ?pessoais? e refletem um ?juízo político?. ?A entrevista concedida à Veja deve ter mais ou menos uns 80% de matéria relacionada à instituição que eu presido. Falo, portanto, como chefe do Poder Judiciário. E há os 20% restantes que dizem respeito à visão de um cidadão com relação ao governo?, declarou. Corrêa foi irônico ao falar sobre a possibilidade de conversar com o presidente Lula sobre suas posições. ?O dia em que Lula me telefonar e quiser falar comigo será muito bem recebido, pricipescamente recebido, super bem tratado.? No recado aos críticos, o presidente do Supremo disse que vai ficar no comando da instituição por mais oito meses para ?melancolia dos que gostariam que saísse agora? da função. Negou que tenha pretensões de se candidatar a um cargo eletivo, assunto que faz parte das especulações no meio político e no Judiciário. ?Não tem nenhuma procedência. Não sou candidato a absolutamente a nada, até porque ainda temos uns bons meses aqui no STF para melancolia de alguns, que, a essa altura, desejavam que eu saísse agora?, afirmou. ?O presidente Lula flutua no meio dos dois (os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Casa Civil, José Dirceu), viajando para o exterior mais do que o Fernando Henrique e fazendo discursos Brasil afora, modulando o tom de acordo com os locais onde está. Fica ali, naquela peroração, do ponto de vista aristotélico, peripateticamente no palco, indo para lá e para cá e, do ponto de vista figurado da exacerbação da linguagem, cometendo certos impropérios?, diz Corrêa em um dos trechos da entrevista publicada domingo.