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Dirceu: Reforma ser� colocada em vota��o com ou sem acordo
Brasília ? O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse ontem que a reforma tributária será colocada em votação, hoje, no plenário da Câmara, com ou sem acordo. ?O ideal é votar com acordo?, disse. ?Mas, se não tiver acordo, vamos a voto. A essência da democracia é o voto, e a Câmara e o Senado são a casa do povo?. Logo de manhã, Dirceu se reuniu, no gabinete do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), com os líderes dos dois maiores partidos de oposição: José Carlos Aleluia (BA), do PFL, e Jutahy Júnior (BA), do PSDB, além do líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). À saída, Dirceu disse, em entrevista, justificando a votação da proposta nesta semana, que haverá, ainda, 60 a 90 dias após a votação na Câmara para continuar as negociações em torno da reforma tributária, porque ela ainda terá de ir para o Senado. ?Nós vamos construir um acordo com os governadores?, disse Dirceu. O ministro-chefe da Casa Civil adiantou que o acordo está sendo perseguindo e que há interesse por parte do governo em negociar com as lideranças partidárias, dentro das possibilidades da União. O ministro observou que muitas questões que foram colocadas estão sendo analisadas pelo governo. Entre elas, citou uma trava para que os empresários fiquem com a garantia de que não haverá aumento da carga tributária com esta reforma e o compromisso do governo de dispensar o uso de medida provisória em matéria tributária, para tratar essas questões em legislação complementar. Votos garantidos O líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo ( PC do B-SP), disse que a base aliada tem votos suficientes para votar hoje a reforma tributária, confirmando a estratégia de iniciar nesta quarta a discussão da proposta. Ele enfatizou, no entanto, que o governo ainda tentará fechar um acordo de procedimento com a oposição. ?Já houve muitos avanços e estamos muito próximos de um acordo definitivo, o que facilita a votação?, afirmou o líder, numa referência às negociações em torno do mérito do relatório do deputado Virgílio Guimarães (PT-SP).