Nacional
Pedida pris�o de suspeitos na morte do chin�s no Rio
Rio ? A Polícia Civil do Rio pediu ontem a prisão temporária de seis agentes penitenciários suspeitos do espancamento do comerciante chinês naturalizado brasileiro Chan Kim Chang, que morreu anteontem depois de ficar oito dias em coma. Só ontem, após a morte de Chan e de um laudo mostrando que ele sofreu traumatismo crânio-encefálico por ação contundente, o governo do Estado reconheceu que ele morreu após ser espancado no presídio Ary Franco. O pedido de prisão foi anunciado pelo delegado Marcelo Fernandes, que assumiu o caso hoje. Chan foi preso no dia 25 de agosto por policiais federais quando tentava embarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim sem declarar US$ 30 mil à Receita Federal. Levado para o presídio Ary Franco (zona norte), centro de triagem de detentos, foi encontrado dois dias depois, desacordado e com lesões no corpo. O governo estadual, que antes da morte de Chan falava tanto em espancamento como em autolesão, eliminou a segunda hipótese. ?A minha determinação é que se puna, porque nós não vamos compactuar com tortura no nosso governo?, afirmou a governadora Rosinha Matheus (PMDB). Ação contundente O chefe de Polícia Civil, delegado àlvaro Lins, disse que o espancamento causou a morte de Chan. Segundo ele, a mudança de rumo na investigação se deveu ao resultado do laudo da necropsia, apontando como causa da morte traumatismo crânio-encefálico com hemorragia cerebral, provocada por ação contundente - segundo ele, incompatível com autolesão. ?Dificilmente uma pessoa se autolesionará a ponto de causar traumatismo craniano, o que nos leva a concluir que houve ação externa?, afirmou Lins. Para o legista Nelson Massini, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o conjunto das lesões de Chan aponta para espancamento. ?