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Entidades v�o a Lula cobrar reforma agr�ria

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Brasília - O Fórum Nacional pela Reforma Agrária, que reúne 43 entidades sociais, entre elas o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), vai pedir audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para cobrar pressa no lançamento do plano nacional de reforma agrária, além da liberação de verbas para desapropriações e o combate às milícias de fazendeiros. Dezoito entidades do fórum reuniram-se ontem para avaliar o impacto da demissão do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Marcelo Resende, substituído nesta semana por Rolf Hackbart. Segundo um dos coordenadores nacionais do MST, João Paulo Rodrigues, o motivo do pedido de audiência a Lula é que as entidades já se reuniram com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, e não foram atendidas. ?O Rossetto é um cabra bom, de esquerda. é um bom ministro, mas há coisas que estão fora do seu alcance?, disse Rodrigues, referindo-se às restrições orçamentárias para a reforma agrária. A expectativa do grupo é conversar com Lula em outubro, com a presença dos ministros mais fortes do governo: Antônio Palocci (Fazenda) e José Dirceu (Casa Civil). Em nota divulgada no fim do encontro, o fórum reivindica que a troca do presidente do Incra não leve a ?mudanças políticas no compromisso do governo Lula com a reforma agrária, pela via constitucional, conforme expresso em seu programa de governo e demanda histórica dos movimentos sociais?. ?Nota Zero? O presidente da CPT, dom. Tomás Balduíno, mais uma vez deixou clara sua contrariedade à substituição. Ele deu ?nota zero? para Rossetto e disse que, sem a efetivação de um plano nacional de reforma agrária, as invasões são a única saída. Balduíno disse temer que a saída de Resende altere os rumos da reforma agrária, com a substituição das desapropriações pelo financiamento dos assentados para a compra de terras.

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