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Norte e Nordeste reagem �s modifica��es da reforma

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Brasília ? As mudanças feitas pela Câmara dos Deputados na reforma tributária para beneficiar os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro provocaram rebelião dos senadores das regiões Norte e Nordeste. O PSDB, o PFL e o PDT decidiram atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência no Senado com o objetivo de forçar uma negociação para reparar o que consideram ?injustiça com os Estados pobres?. Definida como ?barganha legítima?, a decisão de vincular as duas reformas foi anunciada da tribuna pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), após seguidos protestos de senadores do Norte e Nordeste contra a emenda do sistema tributário aprovada na Câmara em primeiro turno. ?A partir de hoje cessa nosso compromisso de deixar tramitar e votar a reforma da Previdência, a não ser que o governo reponha a justiça aos Estados mais pobres. Ou se repõe a justiça na reforma tributária ou o PSDB, junto com o PFL e o PDT, farão o que está a seu alcance para impedir a tramitação da reforma da Previdência?, afirmou Arthur Virgílio. O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), pediu ?moderação? à oposição e que não haja prejuízos à tramitação da reforma previdenciária. Defendeu que a Câmara aprove ?o mais rápido possível? a tributária e a encaminhe ao Senado, onde será ?mudada substancialmente?. Pontos principais Os protestos dos senadores foram principalmente contra dois pontos. Primeiro, a inclusão da região noroeste do Rio e do semi-árido de Minas Gerais entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Regional. A proposta anterior previa a distribuição entre os Estados do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e o Espírito Santo. O outro ponto mais criticado pelos senadores foi a inclusão, entre os critérios para a distribuição dos recursos do fundo de compensação das exportações, das perdas com o fim do ICMS sobre máquinas e equipamentos destinados à produção ?o que beneficia os Estados mais industrializados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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