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Sindic�ncias apontam “m�fias” em hospitais

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Rio de Janeiro - As sindicâncias realizadas pelo Ministério da Saúde nos hospitais federais do Rio indicam infiltração de grupos do crime organizado em pelo menos dois deles - o Hospital dos Servidores do Estado e o Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into). A revelação foi feita ontem pelo ministro da Saúde, Humberto Costa, que participou no Rio da posse do novo presidente do Instituto Nacional de Câncer (Inca), José Gomes Temporão. Costa disse que no Hospital dos Servidores os responsáveis pelas auditorias em curso constataram que houve até ?articulações mafiosas?, com desvio de dinheiro, superfaturamentos e formação de quadrilhas, entre outras irregularidades. Segundo ele, esses esquemas criminosos estão sendo desmontadas pelo governo. ?Lá dentro [do Hospital dos Servidores] existe corrupção pesada?, afirmou o ministro. A diretora do hospital, Ana Lipke, e o diretor do Into, Sérgio Cortes, estão sob proteção de policiais federais. Cortes participou da cerimônia no Inca acompanhado de dois policiais federais. Um deles portava uma metralhadora. As irregularidades referem-se, principalmente, a contratos de empresas prestadoras de serviço, tanto no Into quanto no hospital. No caso do Into, Cortes abriu desde outubro sindicâncias para rever cerca de 50 contratos de serviços e obras. A partir daí, as ameaças começaram, por meio de telefonemas, cartas e avisos falsos de bombas. A diretora do Hospital dos Servidores teve seu consultório particular invadido e depredado. Funcionários nomeados por ela para cargos diretivos passaram, também, a ser ameaçados. ? Contratos Havia contratos de serviços que simplesmente não eram fiscalizados. Um contrato de manutenção predial custava R$ 170 mil por mês, embora nenhuma manutenção fosse, na realidade, praticada?, disse Ana Lipke, que encontrou, ao assumir o cargo em fevereiro, um hospital ?inteiramente desabastecido?. Citada pelo ministro como ?uma pessoa extremamente corajosa?, a diretora do Hospital dos Servidores disse estar assustada. ?Não sou uma heroína?, afirmou.

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