loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 28/07/2026 | Ano | Nº 0
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Nacional

Bancada do NE est� insatisfeita com or�amento

Ouvir
Compartilhar

Brasília ? Apesar do volume de verbas do Orçamento Geral da União destinado ao Nordeste ser maior que o previsto para as demais regiões, os deputados da bancada nordestina não estão satisfeitos. Integrantes da Comissão Mista de Orçamento, os deputados José Rocha (PFL-BA) e Júlio César (PCdoB-PI) garantem que por meio de emenda dos demais parlamentares será possível transferir mais recursos para a Região. ?Vamos apresentar emendas para tentar elevar os recursos para um volume maior que o do ano passado?, assegura Rocha. O coordenador da bancada nordestina, deputado Roberto Pessoa (PL-CE), é o mais tranqüilo. Ele lembra que a proposta que chega no Congresso Nacional nunca responde às expectativas da Região, mas no parlamento a coisa muda. ?A proposta é do Governo, mas quem aprova é o Congresso Nacional. Não tenho dúvidas de que vamos aumentar estes recursos em, pelo menos, R$ 200 milhões. Vamos fazer destaques e emendas para conseguir no mínimo este valor?, disse. Apesar do compromisso de tentar elevar o volume de investimentos, os deputados reconhecem que ainda é cedo para discutir o Orçamento. ?Estamos deixando a reforma tributária passar para ver o que é possível fazer?, explicou Júlio César. A preocupação dos nordestinos no momento está em conseguir mais recursos para o Fundo de Desenvolvimento Nacional, criado pela reforma, e reduzir o número de participantes, que aumenta a cada negociação do Governo com a oposição. ?Queremos que o percentual dos impostos que sustentam o Fundo seja elevado para pelo menos 2,5%?, explicou José Rocha. As mudanças são defendidas por deputados e senadores nordestinos porque os recursos do Fundo ? que ainda não está incluído na proposta orçamentária ? pode representar mais cerca de R$ 2,5 bilhões para os cofres das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, o que significa um aporte alto de recursos para os nove estados da Região. A reforma tributária prevê o repasse de 2% do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda para sustentar o Fundo. Além de aumentar o volume de recursos ? na Câmara chegou-se a negociar o aumento do percentual dos impostos para 3%, mas a mudança não foi incluída ? os parlamentares nordestinos querem garantir que o número de beneficiados pelo fundo não vai aumentar mais. Enquanto os deputados já reconheciam que nada mais poderia ser feito para modificar as regras do Fundo na Câmara, os senadores já avisavam que vão trabalhar para retirar os treze municípios do Noroeste fluminense do grupo. ?A entrada do Rio de Janeiro é injusta porque retira o dinheiro dos mais pobres, dinheiro que já é muito pouco. São Paulo, Minas Gerais e o Rio de Janeiro têm condições de enfrentar seus bolsões de miséria e os governos do Nordeste não?, disse o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL).

Relacionadas