Nacional
Donas-de-casa querem direito � aposentadoria
Brasília ? Donas-de-casa pediram, ontem, ao ministro da Previdência Social, Ricardo Berzoini, direito a aposentadoria. Elas querem o compromisso do governo federal de que a aposentadoria para as donas-de-casa fará parte do projeto de inclusão social ao sistema prevendiciário, que deve ser apresentado pelo governo ao Congresso Nacional ainda neste ano. As informações são da Agência Brasil. Segundo a deputada Luci Choinacki (PT-SC), autora da Proposta de Emenda Constitucional 385/2001, que institui a aposentadoria, o projeto inicial é conceder um salário mínimo às donas de casa com mais de 60 anos; renda familiar igual ou menor a dois salários mínimos; e que não recebam nenhum benefício Caso o direito seja concedido, serão beneficiadas cerca de um milhão de mulheres brasileiras. O entrave na concessão do benefício seria porque, deste total, 99% das donas-de-casa nunca contribuíram para a Previdência. Berzoini disse que a proposta é legítima, já que a proposta do Ministério é incluir, neste governo, 57% da população economicamente ativa no regime geral de Previdência, informou a deputada. ?Esta foi a primeira vez que as donas-de-casa trataram dos seus problemas direto com um ministro de estado. Esta proposta é um reconhecimento das dona de casa, que sempre estiveram inseridas nas lutas sociais?, acrescentou Luci Choinacki. O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), vestiu ontem o avental de cozinheiro e defendeu a causa do movimento de donas-de-casa que reivindicam o benefício mínimo da Previdência Social de R$ 240,00. Ao receber as representantes do movimento das donas-de-casa, no Salão Verde da Câmara, João Paulo Cunha aproveitou o discurso para fazer um desabafo sobre ?a falsidade? que predomina nas relações políticas, especialmente no Congresso Nacional. ?Vocês trazem a esta Casa a luz da sinceridade, num ambiente que nem sempre tem sinceridade. Muitas vezes, é dominado pela falsidade?, afirmou. João Paulo foi ainda mais longe ao avaliar o ambiente político da Casa que preside: ?ê um ambiente machista, que nunca reconhece a coragem e, muitas vezes, opta por outro caminho?, disse ele às representantes do movimento.