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Planejamento anuncia corte de R$ 414 milh�es

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Brasília ? O governo anunciou ontem um novo corte de R$ 414 milhões no Orçamento deste ano. O Ministério dos Transportes foi o que mais perdeu em valores nominais: cerca de R$ 114 milhões. Mas a ministra Emília Fernandes, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, perdeu metade dos R$ 4 milhões que tinha para gastos com custeio e investimentos. O Ministério das Comunicações teve R$ 72 milhões de perda e o Ministério do Turismo teve seu dinheiro reduzido em 36,8%. Por outro lado, o Ministério da Saúde ganhou R$ 100 milhões. Ontem, antes do anúncio do corte, o ministro Anderson Adauto (Transportes) criticou a falta de verbas do ministério cobrando mais investimentos para a área, considerados ?ridículos? por ele, e disse que ?o volume de criatividade é bastante restrito? para cumprir os programas da pasta. Os novos cortes foram feitos porque as receitas federais caíram devido ao desaquecimento da economia. A revisão do PIB (Produto Interno Bruto) também fez com que a meta fiscal fosse reduzida em R$ 799 milhões. Na revisão de maio do Orçamento, o governo acreditava que a economia cresceria 2,25% neste ano. Hoje, esse número foi mudado para 0,98%. Dessa forma, a economia de receitas para pagamento de juros (superávit primário) caiu de R$ 39 bilhões para R$ 38,2 bilhões porque a meta do governo federal é de 2,45% do PIB. Do corte anunciado de R$ 414 milhões, R$ 121 milhões ainda poderão ser liberados caso ocorra uma recuperação do nível das receitas. O ministro interino do Planejamento, Nelson Machado, disse inclusive acreditar que isso poderá ocorrer, o que reduziria o novo corte para R$ 319 milhões. Os Poderes Legislativo e Judiciário terão menos R$ 26 milhões para gastar. ?O critério básico para a definição dos valores foi a prioridade política do governo?, disse Machado. O ministro não quis entrar em detalhes sobre o fato de a pasta da Defesa ter ganho R$ 60 milhões enquanto os Transportes ? prioridade anunciada pelo presidente ? teve prejuízo. Ele também afirmou que a revisão orçamentária é bimestral e que os cortes, portanto, poderão ser revistos. ?Isso não é definitivo?, disse. A próxima revisão acontecerá em novembro. Machado explicou que as receitas caíram R$ 2,8 bilhões em relação ao previsto em maio.

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