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CCJ retoma vota��o da Previd�ncia no Senado
Brasília ? Os senadores da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) retomam hoje a votação do relatório do senador Tião Viana (PT-AC) sobre a reforma da Previdência. Na reunião da quarta-feira passada, que durou mais de 16 horas e entrou madrugada adentro, o relatório principal foi aprovado, mas ficou pendente a votação de 200 destaques solicitados pela oposição. O relatório preserva o texto aprovado pela Câmara, rejeitando todas as emendas apresentadas até o momento no Senado. A sistemática para a votação divide governistas e oposicionistas. O líder do governo, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), considera que os destaques devem ser agrupados em cerca de 15 grupos, de acordo com o tema a que se dedicam as emendas. Já PFL e PSDB defendem que os 200 destaques sejam votados individualmente, o que retardaria a votação final do relatório de Tião Viana na CCJ e seu envio para votação em dois turnos no plenário do Senado. De acordo com o relator, o governo está disposto a negociar no plenário quatro pontos da reforma, mas, na CCJ, a análise deve se ater à constitucionalidade da matéria. Na reunião da semana passada, os senadores Demostenes Torres (PFL-GO), Efraim Morais (PFL-PI) e Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentaram votos em separado na CCJ. A estratégia dos senadores de oposição fez com que os debates se estendessem até as 6h da manhã da quinta-feira. Em bloco Tião Viana previu que a reunião da CCJ poderá ter 15 ?grandes votações?. Os temas constantes das emendas dos senadores seriam agrupados, para facilitar a votação. Mas o líder do PFL, José Agripino (RN), acha difícil que se trabalhe desta forma. ?É pouco provável que se avaliem 200 emendas em apenas um dia?, afirmou Agripino. O líder do governo, Aloizio Mercadante (PT-SP), salientou que a opinião dos governadores estaduais sobre as possíveis mudanças no texto serão fundamentais para definir a postura dos parlamentares da base governista. Ele participa, na manhã hoje, de reunião com governadores. ?Faremos uma consulta aos governadores. Só sustentaremos em Plenário mudanças pactuadas com os governadores?, afirmou Mercadante.