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Tarifas, carne e cigarro�puxam �ndice de infla��o

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O aumento das tarifas públicas, das carnes e do cigarro puxou o índice de inflação registrado na cidade de São Paulo, em setembro, pela Fipe. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe fechou o mês com alta de 0,84%, a maior taxa registrada desde fevereiro, quando a inflação estava em 1,61%. Em agosto, o IPC ficou em 0,63%, após dois meses de deflação. Segundo o coordenador do IPC da Fipe, Heron do Carmo, essa volta da inflação é apenas temporária, mas ainda vai se refletir em outubro, quando a taxa deve ficar em 0,60% (metade disso apenas por causa do aumento de tarifas). Com a previsão de uma inflação em torno de 0,30%, tanto em novembro como em dezembro, o IPC deve fechar 2003 em torno de 8% ?hoje está em 6,76% no acumulado do ano. Água e frango Para outubro, a previsão é de mais pressão provocada pelo aumento da água e esgoto, pela Sabesp, e da carne bovina e de frango. No mês passado, os preços administrados pelo poder público (água, luz, táxi e metrô ) foram responsáveis por 0,30 ponto percentual da inflação de 0,84%. As carnes tiveram aumento de cerca de 6% (suína e frango) e 3% (bovina), e contribuíram com 0,14 ponto. O cigarro subiu 3% e foi o quarto produto que mais contribui para aumentar a inflação. ?Em outubro o índice já vai sair de 0,30%, que deve ser o impacto do aumento nas tarifas?, afirmou Heron. ?Mas passando esse impacto o índice deve ser menor. A inflação não mudou de patamar, o que está complicando são as tarifas.? Ele destacou que o aumento ficou concentrados nos itens que mais pesam no bolso do consumidor. No entanto, dos 525 produtos cujos preços são analisados pela Fipe, a maioria (340) teve queda de preço em setembro.

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