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Avi�es da FAB v�o buscar 53 brasileiros na Bol�via
Brasília ? Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) estão prontos para decolar rumo à Bolívia. A FAB só está esperando a autorização do governo boliviano para buscar os 53 turistas brasileiros que não conseguiram deixar a cidade de La Paz, cujo aeroporto está inacessível desde domingo passado (12), em meio a distúrbios políticos e sociais. De acordo com informações da Aeronáutica, dois helicópteros C-H 34 Super Puma e um avião C-130 Hércules aterrissaram ontem às 13h30 em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Outro avião C-130 está em Campo Grande. O avião tem capacidade para 90 passageiros, e o helicóptero, para oito. A Aeronáutica afirmou que os detalhes e o cronograma da operação de resgate são sigilosos. Em nota oficial, o Itamaraty informou que tomou a decisão de resgatar os turistas brasileiros a partir de informações da Embaixada do Brasil em La Paz. A operação está sendo coordenada pela Força Aérea do Brasil com o comando geral do Estado Maior das Forças Armadas da Bolívia. Os 53 turistas brasileiros estão hospedados em hotéis na região de Sopocachi, relativamente ao abrigo das manifestações e perto da Embaixada do Brasil. Ainda não há informações de como o grupo será transportado dos hotéis até o aeroporto, em El Alto, a 12 km de La Paz. Helicópteros teriam dificuldade para operar a mais de 4.000 metros de altitude, declarou um membro da missão diplomática do Brasil em La Paz, que pediu para não ser identificado, segundo a agência de notícias France Presse. O trajeto terrestre também seria muito difícil. De acordo com a fonte, trechos da via de acesso a El Alto foram dinamitados. Presos Todos os viajantes que passavam por La Paz no último fim de semana se encontraram de repente presos na convulsão social que atinge o país há um mês. No centro da cidade, atrás da praça San Francisco, onde se reúnem os manifestantes, a zona turística de La Paz concentra em quatro ou cinco ruas dezenas de hotéis cheios de turistas que foram surpreendidos na segunda-feira (13) pelas primeiras manifestações de violência, que tomaram conta da região. Muitos aproveitaram a aparente calma da terça-feira (14) para comprar na rua algo para comer, porque as lojas continuavam fechadas. Os hotéis com restaurantes continuam servindo cardápios completos e outros improvisaram serviços de comida, mas o desabastecimento é mais perceptível entre os bolivianos.