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Paridade na Previd�ncia ser� alterada no Senado

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Brasília ? Líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP) admitiu ontem que a paridade na reforma da Previdência deverá ser alterada. Ao comentar a possibilidade de o vice-presidente da Casa, Paulo Paim (PT-RS), deixar o partido por se opor ao texto apoiado pelo governo, Mercadante foi taxativo: ?Não há essa possibilidade. Há acordo para modificação de alguns pontos. Se tiver modificação, será na paridade?. Segundo o líder do governo, a mudança na paridade seria contemplada na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela ? que contém apenas as sugestões de alteração na reforma ? e teria o apoio de toda a bancada do PT. Mercadante não deu detalhes da nova proposta, mas afirmou que o acordo é um indicativo de que a reforma será mudada. A intenção de Paim é a de que o reajuste para os servidores inativos acompanhe o regime geral da Previdência ou os reajustes dos servidores da ativa. Em entrevista no final de semana à Folha Online, Paim afirmou que iria negociar com o PT a alteração da paridade ou das regras de transição em troca de seu voto favorável à reforma. Disse também que não iria se submeter à Comissão de Ética do partido, caso votasse contra o texto ?na semana passada a bancada petista fechou questão a favor da reforma. A declaração, que poderia significar a abertura de uma nova frente ?radical? entre os senadores petistas ? a primeira é a senadora Heloísa Helena (PT-AL) ?, teve impacto minimizado por Mercadante. ?A questão já está encaminhada e devidamente equacionada, resolvida?, afirmou. Pelo regimento (regras de funcionamento) do Senado, as alterações na reforma devem voltar para a Câmara, que pode aprová-las ou derrubá-las. Por este motivo, o governo optou por apresentar a PEC paralela ?a reforma já estará em vigor quando as modificações chegarem à Câmara. O temor dos oposicionistas é o de que a PEC paralela não tenha o mesmo empenho do governo quando chegar na Câmara e caia no esquecimento.

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