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Renda do trabalhador cai 14,6% no m�s de setembro, diz IBGE
Rio ? A renda do trabalhador brasileiro nas seis maiores regiões metropolitanas do país caiu 14,6% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Desde março deste ano, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) começou a divulgar o comportamento da renda do trabalho segundo uma nova metodologia, a renda vem caindo. Em julho deste ano, a renda chegou a despencar 16,4%. A segunda maior queda ocorreu em maio, quando o rendimento médio caiu 14,7%. No período de um ano, o trabalhador brasileiro perdeu o equivalente a meio salário mínimo. Se em setembro do ano passado, ele ganhava, em média, R$ 977,23, essa renda foi corroída pela inflação e pela queda nos salários oferecidos no mercado, passando para R$ 834,20. Na comparação com agosto, a renda caiu 2,4%. Os mais atingidos pela queda no salário foram os trabalhadores por conta própria. Os rendimentos diminuíram em 19,8%. Os trabalhadores com carteira assinada tiveram redução 12,3% e os sem carteira, 2,2%. Em todas as regiões pesquisadas, a renda média caiu. O Rio de Janeiro foi a região onde foi registrada a maior redução (16%), seguida por São Paulo (15,9%). A pesquisa é realizada mensalmente pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Desemprego A taxa de desemprego ficou em 12,9% em setembro. Em agosto, a taxa foi de 13%, segundo o IBGE. O total de desempregados procurando trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas brasileiras ? Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo ? correspondia a 2,78 milhões de pessoas, 13 mil a mais que em agosto. Para o gerente da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE, Cimar Pereira, o mercado de trabalho piorou ainda mais em setembro. ?Havia uma previsão de que esse mercado fosse apresentar reações bem melhores em setembro. O mercado não reagiu como tradicionalmente a pesquisa mostrava nos outros anos para o período. Sempre ocorre um movimento no segundo semestre no mercado de trabalho muito forte, mas que não aconteceu?, disse .