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Brasil continua campe�o de desigualdade social, diz Bird

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O último diagnóstico do Banco Mundial (Bird) sobre desigualdade social mostra que o Brasil avançou nos últimos anos mas não o suficiente para livrar-se da fama de País mais injusto do continente latino-americano. O estudo ?Desigualdades na América Latina e Caribe: rompendo com a história?? relata que os brasileiros 10% mais pobres detém 0,9% da renda, enquanto a média da América Latina e Caribe aponta para uma fatia de 1,6% de rendimento total nas mãos dos pobres. Os mais pobres dos países ricos, por sua vez, ficam com 2,5% da renda. Segundo o relatório, os 10% mais ricos do Brasil recebem 47,2% da renda total, enquanto a mesma parcela privilegiada da população dos países desenvolvidos concentram 29,1% do rendimento. As desigualdades identificadas no Brasil não são apenas em relação à concentração de renda, segundo o Bird. Além das desigualdades sociais, o estudo aponta injustiças raciais contra índios e negros em todo o universo da pesquisa. O vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, David de Ferranti, disse estar confiante nas políticas do governo Lula para reduzir as diferenças sociais existentes no país. Na avaliação de Ferranti, as desigualdades no Brasil têm origem complexa ?e muita relação com a colonização européia?. O Bird recomenda reformas políticas, econômicas e sociais profundas para resolver a questão, não só no Brasil como nos demais países investigados. ?Assegurar que as instituições econômicas e políticas busquem maior igualdade, por meio de uma gestão macroeconômica eficaz e de instituições eqüitativas e eficientes para resolver crises?, figura como uma das recomendações do relatório. ?Temos confiança nas políticas do governo Lula, que estão baseadas em dois pilares: um econômico e outro social. Acreditamos nas metas sociais, mas para alcançá-las é preciso o empenho de todos os setores da iniciativa privada, sociedade e governo?, destacou Ferranti, ao participar do seminário Desenvolvimento com Justiça Social, na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Ainda segundo o relatório, nos últimos anos a desigualdade social e econômica na América Latina e Caribe piorou muito em relação às outras regiões do mundo.

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