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Paim e Cunha tentam acordo para “salvar” a reforma da Previd�ncia

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Brasília ? Em uma reunião realizada na manhã de ontem, o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), e o vice-presidente do Senado, Paulo Paim (PT-RS), começaram a costurar um acordo para tentar ?salvar? a reforma da Previdência. A intenção dos dois congressistas é envolver o Executivo, as presidências das duas Casas e as lideranças dos partidos no Senado e na Câmara em um amplo acordo que assegure a aprovação ainda neste ano da chamada PEC (Proposta de Emenda Constitucional) paralela ? somente com as alterações à reforma da Previdência. ?Se alguém pensa que vai tirar alguém para bobo, aprovando a reforma e não votando a PEC paralela, vai cometer um erro político histórico, desmoralizando o governo e o Congresso?, disse o senador. De acordo com Paim ? que substitui temporariamente o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) ?, Cunha teria sinalizado que irá tentar construir um ambiente na Câmara favorável à aprovação da PEC paralela o mais rápido possível, ou seja, sem alterações. Há o temor da oposição (PFL, PSDB e PDT), de senadores do PMDB e do próprio Paim de que a PEC paralela não receba a mesma atenção dos deputados. Como é iniciativa do Senado, o texto deve ser aprovado em dois turnos na Casa e passar por outros dois turnos na Câmara, atrasando a entrada em vigor das modificações. ?Nós dois (Paim e Cunha) temos vontade política para fazer um amplo acordo?, afirmou Paim. ?Não queremos que a PEC fique paralela pelo resto da vida. Se for firmado acordo, com participação do Executivo, tem condição de aprovar (as duas propostas) neste ano.? O vice-presidente do Senado, que defende mudanças na reforma, disse não ter conhecimento de desrespeito a acordos nos 20 anos que está no Congresso Nacional. ?Com o presidente (Fernando) Collor (1990-1992) foram respeitados; com o Itamar Franco (1992-1994) também, com o Fernando Henrique (Cardoso, 1995-2002) foram respeitados. Quer dizer, se houver acordo, será respeitado?, afirmou.

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