Nacional
Senado rejeita liga��o das emendas da Previd�ncia
Brasília ? O governo derrubou ontem, por 36 votos a 28, requerimento da oposição no Plenário do Senado para anexar a chamada PEC paralela à reforma da Previdência. A base governista considera essencial a votação em separado da proposta paralela, que altera prazos de transição para a aposentadoria e outros aspectos da reforma, como isenções de contribuição para inativos e servidores com necessidades especiais. Se o pedido do senador Demóstenes Torres (PFL-GO) tivesse sido aprovado, ele impediria a estratégia do governo de aprovar sem alterações no Senado o texto da Previdência que saiu da Câmara dos Deputados e promulgá-lo ainda este ano, deixando para uma outra proposta de emenda constitucional as modificações desejadas pelos senadores. A oposição teme que essas mudanças, concentradas no texto alternativo, sejam engavetadas ao chegarem na Câmara. Por isso tentou ?grudar? a PEC com as modificações à PEC principal - atreladas, as duas PECs só poderiam ser promulgadas juntas. ?Damos um passo conclusivo para a tramitação desta matéria tão urgente?, disse o líder do governo na Casa, senador Aloísio Mercadante (PT-SP), após a votação. Antes do requerimento, o plenário aprovou uma medida provisória que trancava a pauta e impedia o início da discussão das emendas à reforma a Previdência. A MP, que trata dos quadros de pessoal da Agência Nacional de Águas (ANA), foi aprovada em uma votação simbólica, depois que a base aliada e a oposição firmaram um acordo ontem. Os oposicionistas, baseados em um costume da Casa de só votar MPs depois de três dias de terem sido lidas em plenário, anunciaram que não iriam deixar o governo ligar o ?rolo compressor? e desrespeitar as regras de convivência dos senadores, levando a votação a cabo. Ambas as partes cederam e chegaram a um meio termo, por terem decidido votar a medida ontem. O governo, em contrapartida, firmou o compromisso de que a reforma só voltará para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no dia 12 de novembro.