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Brasil se credita a sacar empr�stimo do FMI
O setor público cumpriu com folga de R$ 2,877 bilhões a meta de superávit primário firmada com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para os noves primeiros meses do ano, que era de uma economia de R$ 54,2 bilhões. As contas da União, Previdência, Banco Central, Estados, municípios e estatais registraram, de janeiro a setembro deste ano, um superávit primário de R$ 57,077 bilhões, o equiva-lente a 5,08% do PIB (Produ-to Interno Bruto). A meta de superávit primário (receitas menos despesas sem incluir gastos com juros) é um dos mais importantes critérios de desempenho do acordo firmado entre o Brasil e o FMI. O cumprimento dessa meta praticamente garante o direito de saque do governo brasileiro da última parcela de recursos do empréstimo total de US$ 30 bilhões com o Fundo, que eqüivale a cerca de US$ 8 bilhões. O próprio chefe da missão do FMI no Brasil, Jorge Marquez-Ruarte, já tinha antecipado ontem que as contas do país iam bem e que o Brasil poderia sacar os US$ 8 bilhões sem problemas, se esse for o interesse do governo. No acordo em vigor com o Fundo, o país só tinha metas definidas até setembro. Mais aperto O governo cumpriu a meta com o FMI, mas ainda é preciso garantir o cumprimento da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que prevê um superávit primário no ano todo de 4,25% do PIB. Da economia total gerada pelo setor público, R$ 39,361 bilhões referem-se ao superávit primário das contas do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central). Outros R$ 11,441 bilhões foram gerados pelos governos regionais, sendo R$ 10,3 bilhões pelos Estados e R$ 1,141 bilhão pelos municípios. As empresas estatais (federais, estaduais e municipais) contribuíram com um superávit primário de R$ 6,274 bilhões no acumulado janeiro a setembro.