Nacional
Governo nega demiss�o coletiva do Minist�rio
O ministro da Casa Civil, José Dirceu, afirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva só começará a discutir a reforma ministerial depois de retornar da África. Ele descartou também a hipótese de um pedido de demissão coletiva dos ministros. ?Quando o presidente voltar da África vai tomar a decisão sobre quando e como fará a reforma. De qualquer maneira, a decisão será tomada. É o presidente que tem e detém o poder de nomear os ministros e as ministras. A reforma será feita no momento adequado?, disse Dirceu. As declarações do ministro foram dadas depois de uma reunião não agendada pelo Planalto no Palácio do Alvorada, convocada pelo presidente Lula, da qual também participaram os ministros da Fazenda, Antônio Palocci e da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O presidente Lula visitará, entre os dias 2 e 8 de novembro, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Namíbia e África do Sul. Ele será acompanhado por 160 empresários, a maior comitiva desde o início do governo. A pedido de Lula, Dirceu descartou as informações publicadas na imprensa de que haveria um pedido de demissão coletiva dos ministros antes da reforma ministerial. ?Não há nenhuma hipótese de a reforma ser desta fórmula. A hipótese veiculada de uma demissão coletiva não existe. O presidente afastou [a hipótese] ontem e fez questão de que eu desse entrevista dizendo isso. Se existisse, ele pediria para eu dizer.? Desculpas O ministro confirmou ter telefonado para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para pedir desculpas a ele por tê-lo aconselhado a ?cuidar dos netos e da biblioteca ao invés de criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva??. O ministro, no entanto, disse que mantém a crítica política a FHC. ?Sou uma pessoa humilde. Vocês sabem que quando cometo algum excesso sempre venho a público e reconheço. Não tenho nenhuma dificuldade de fazê-lo. Agora, a crítica política eu mantenho?, afirmou Dirceu afirmou ainda que pensou na neta que tem ao tomar a decisão de se desculpar com Fernando Henrique. ?Retirei o exagero que cometi até por educação. Até porque eu tenho uma neta. Tenho várias bibliotecas, algumas perdi na vida fugindo da polícia na clandestinidade?, disse.