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CPI do Banestado: 28 ter�o quebra de sigilo

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Brasília ? Em reunião na manhã de ontem, a CPI do Banestado, instalada no Congresso, aprovou a quebra de sigilo bancário de 28 pessoas físicas e 27 jurídicas. Serão convocadas 23 pessoas para prestar depoimentos à comissão. Os congressistas também votaram requerimento que prevê a liberação de cópias de documentos por órgãos governamentais. A maioria deles está relacionada a movimentações suspeitas envolvendo a empresa Beacon Hill, com sede em Nova York. A comissão irá requerer ao Banco Central eventuais cópias de processos nos quais esteja envolvida a empresa Parinvest Consultoria e Participações Ltda. Também solicitará ao Ministério da Justiça a realização de gestões para obter os documentos que compõem o cadastro da conta da Depolo Corporation S.A., mantida no então MTB Bank, de Nova York, atual CBC Bank. Além disso, irá pedir à Secretaria da Receita Federal cópia das informações sobre 31 pessoas e 16 empresas obtidas nas delegacias de São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP) e Foz do Iguaçu (PR). Sigilos Foi acolhido pedido do relator da CPI, deputado José Mentor (PT-SP), para a quebra de sigilos telefônico, fiscal e bancário, entre 1996 e 2002, de 22 pessoas. O relator justificou o pedido afirmando que pretende identificar no país as pessoas e empresas que utilizavam os serviços prestados pela Beacon Hill, empresa fechada em fevereiro último, em Nova York, ?suspeita de auxiliar na evasão de divisas do Brasil e de lavagem de dinheiro?. Os congressistas também aprovaram a quebra de sigilos telefônico, fiscal e bancário, no mesmo período, de 25 empresas. Segundo Mentor, ?são empresas em que os detentores de subcontas na Beacon Hill, em Nova York, têm participação, e a comissão tem indícios do envolvimento de participantes dessas empresas com a evasão de divisas, dentre outros crimes?. A transferência do sigilo bancário, fiscal e telefônico de outras seis pessoas físicas e duas pessoas jurídicas foi solicitada sob a justificativa de haver ?fortes indícios de lavagem e remessa irregular de dinheiro ao exterior por meio das chamadas contas CC-5 e remessas ilegais de metais, que também podem configurar evasão de divisas?. A CPI do Banestado tomará o depoimento do ex-secretário estadual de Administração Tributária do Rio de Janeiro Rodrigo Silveirinha Corrêa, condenado a 15 anos de prisão por crimes de sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O fiscal deverá ser ouvido em diligência no Rio de Janeiro, na sede da Justiça Federal do Estado, na próxima terça-feira (11).

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