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IBGE: 28% dos prefeitos do Pa�s n�o t�m 2� grau

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Rio ? A maioria dos prefeitos do país é homem, tem em média 48 anos de idade e nível de instrução superior à média da população, embora mais de um quarto não tenha completado o ensino médio, segundo perfil traçado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O instituto percorreu as 5.560 prefeituras brasileiras em 2001. De todos os prefeitos que exerciam mandato em 2001, 40% tinham curso superior completo. Por outro lado, 28% não terminaram o segundo grau, sendo que 0,4% afirma não ter instrução ? 25 municípios. De acordo como dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o grau de escolaridade dos prefeitos é maior em relação à população. Em 2001, apenas 21,7% dos habitantes no país com idade a partir de dez anos tinha pelo menos o ensino médio completo. Os Estados que mais apresentaram prefeitos sem instrução foram Piauí (cinco municípios) e Maranhão (quatro municípios). O Pnad aponta que a população sem instrução ou com menos de um ano de estudo correspondia a 12,6% em 2001. São os prefeitos sem instrução e com o primeiro grau incompleto os que detêm níveis de reeleição maiores, de 60% e 45% respectivamente. O estudo mostra também que os homens têm um percentual de reeleição superior ao das mulheres (41% contra 38%). Nas eleições de 2000, 41% dos prefeitos conseguiram se reeleger. Os Estados com maiores índices são os do Nordeste, ao lado do Rio de Janeiro, Pará e do Mato Grosso do Sul. Mulheres Num país onde mais da metade da população é do sexo feminino (51,3%), de acordo com o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), apenas 6,2% dos municípios brasileiros eram administrados por mulheres em 2001 ? 346 prefeitas ?, revela estudo do IBGE. Para o pesquisador Antônio Carlos Alkiminm, dop IBGE, trata-se de uma questão cultural. ?O mundo da política tem sido masculino mesmo e não só no Brasil?, diz. Ele afirma ainda que apesar da menor participação as mulheres são qualificadas. ?De um lado, existe a menor participação feminina. Do outro, há uma participação efetiva, em grandes cidades. Apesar de serem em menor número, há uma maior qualificação, tanto pelo fato de estarem em grandes centros, como por estudarem mais.? A opinião do pesquisador consta no estudo sobre os municípios. A pequena parcela feminina, de fato, estudou mais que os homens. Enquanto 46,3% dos prefeitos tinham curso superior completo ou incompleto, esse percentual sobe para 56% entre as prefeitas. Outro dado sobre as administrações femininas aponta que o percentual de prefeitas é menor em regiões mais desenvolvidas social e economicamente. Na região Nordeste, 8,6% do Executivo local está nas mãos de mulheres. No Sul e Sudeste, a participação feminina no cargo cai para 2,9% e 4,5%, respectivamente. Para o pesquisador, o maior número de mulheres nas prefeituras nordestinas está relacionado ao poder exercido pelo marido.

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