Nacional
Elei��es podem atrapalhar reforma
O presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP), reafirmou ontem que a reforma trabalhista e sindical deverá ser adiada para 2005. Segundo ele, o fato de haver eleições municipais no próximo ano inviabilizaria a tramitação da reforma no Congresso. ?Reforma trabalhista só em 2005. É uma coisa objetiva, o ano que vem é atípico, só haverá cinco meses de trabalho. A partir de junho vamos entrar no processo eleitoral. Essa reforma é uma reforma muito profunda, muito séria, mexe com a vida de milhões de brasileiros?, declarou, logo após o ministro do Trabalho, Jaques Wagner, ter afirmado que ainda não há decisão do governo sobre adiamento do envio da reforma ao Congresso. ?Vamos supor que a reforma chegue em fevereiro. Ela vai levar um mês e meio na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Depois mais um mês e meio na Comissão Especial, aí já é junho?, completou o deputado. Wagner disse ontem, após participar de debate sobre a reforma na TV Câmara, que entende a preocupação de João Paulo, porém, afirmou que a proposta será enviada pelo governo assim que ficar pronta. ?Eu entendo que o presidente João Paulo tem absoluta legitimidade de prever como a tramitação das matérias ficará aqui, mas não há por enquanto nenhum entendimento dentro do Executivo que diga para se colocar qualquer tipo de freio?, disse o ministro. João Paulo disse ainda que as reformas políticas e do Judiciário estão a mais tempo na Câmara e com o processo de tramitação adiantado. De acordo com ele, em 2004 será dada prioridade às duas propostas.