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Gafes de Lula entram para folclore nacional

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Nunca, na história republicana, um presidente cometeu tantas gafes quanto Lula. Se não se corrigir, tem tudo para entrar no Livro dos Recordes. Os maiores atropelos se dão nos improvisos em viagens internacionais. As mancadas também ocorrem no campo administrativo. A gafe mais chocante do governo foi exigir recadastramento para os velhinhos acima de 90 anos, ameaçados de corte nas suas aposentadorias. Antes disso, o presidente tentou cortar recursos na área de Saúde, algo em torno de R$ 3,2 bilhões, que seriam remanejados para os programas sociais. Mobilizado, o Congresso barrou a medida. Mais recentemente, vetou um projeto de lei que permitiria que alunos com deficiência física tivessem acesso aos recursos do Fundef. Ao lado disso, impôs outro veto à isenção de IPI para cadeiras de roda e aparelhos auditivos.Também, na mesma proporção, Lula permitiu que a ministra Benedita da Silva fosse à Argentina orar, com o dinheiro do contribuinte. Fez vista grossa, igualmente, à viagem do ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, ao Pan-Americano na República Dominicana, paga pelo Comitê Olímpico Brasileiro e, estranhamente, com diárias pagas pelo contribuinte.Lula permitiu, ainda, a prática de nepotismo. O ex-secretário Nacional de Segurança Pública nomeou a mulher, a ex-mulher e a cunhada para reforçar a sua equipe. Ao mesmo tempo em que deixa os hospitais sem remédio, sob o argumento de falta de dinheiro, o governo construiu um aviário e monta uma academia de ginástica na Granja do Torto, além de uma churrasqueira projetada por Oscar Niemeyer. Mas o que está virando folclore político mesmo são as gafes pelo mundo afora. Veja a seguir os principais atropelos que o presidente cometeu e que viraram manchetes internacionais e nacionais, gerando um clima bastante desconfortável: Reeleição de Blair Em julho, numa excursão à Inglaterra, Lula descartou a reeleição do primeiro-ministro, Tony Blair, ao afirmar, num discurso de improviso, que ele não seria o anfitrião do próximo encontro. Em seu segundo mandato, Blair quer a reeleição, possível pelas leis britânicas, mas enfrenta sérios desgastes devido ao seu apoio à guerra contra o Iraque. Lula foi mais além e disse: ?Era preciso que o Tony Blair tivesse convidado o Bush para ele falar?. Alguns riram, mas o primeiro-ministro expressou apenas um sorriso amarelo. Resgatado pelo rei Na visita a Madri, na Espanha, Lula quebrou o protocolo durante jantar oferecido pelo rei Juan Carlos. Vestiu um terno no lugar da tradicional casaca. O Itamaraty já havia avisado que o presidente brasileiro não usaria o traje de gala. Gafe mesmo foi cometida por um ajudante-de-ordem espanhol quando Lula e Marisa chegaram, a bordo de um Rolls-Royce negro, na residência oficial do rei. O presidente desembarcou e o encarregado do cerimonial fechou a porta com a primeira-dama dentro do carro. Quem resgatou Marisa foi o próprio rei Juan Carlos, corrigindo a gafe. Dona Ruth ignorada Em julho, ao saudar as personalidades presentes ao seminário sobre Desenvolvimento com Ética e Responsabilidade, em Belo Horizonte, o presidente citou nomes de várias pessoas, como o primeiro-ministro da Noruega, Kjell Mangne Bondevik, e o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Enrique Iglesias, mas ignorou Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique. A gafe foi devidamente corrigida pelo governador de Minas, Aécio Neves. Males para o bem Em setembro, num encontro com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Nova Iorque, o presidente Lula, ao agradecer o apoio dos russos para esclarecer as causas do acidente com o foguete lançador de satélites na Base de Alcântara, no qual morreram 22 brasileiros, emendou uma frase de gosto duvidoso: ?No Brasil, a gente diz que há males que vêm para o bem?. E completou: ?Em vez de prejudicar, o acidente de Alcântara pode estimular o esforço pelo avanço do conhecimento tecnológico na pesquisa espacial com a ajuda da Rússia?. Os loucos mentais Em maio, o presidente Lula fez um discurso politicamente incorreto na cerimônia de lançamento da nova política de saúde mental do governo, ao chamar de ?loucos? os portadores de transtornos mentais. ?Todos nós temos um pouco de louco dentro de nós. Quem não acreditar é só fazer uma retrospectiva do comportamento pessoal nos últimos dez anos que vai ver que já teve esse momento?, disse. Apesar de não se referir aos beneficiados pelo programa, Lula não usou a denominação correta ? ?portadores de transtornos mentais? - usada no material distribuído pelo Ministério da Saúde. Nem parece a África Há pouco, na viagem aos países africanos, o presidente Lula também pisou na bola. Falando em Windhoek, a capital da Namíbia, disse que não esperava encontrar na África uma cidade tão limpa como Windhoek e que não parecia estar num país africano. A declaração caiu como uma bomba no Congresso. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), chegou a dizer que o episódio revelou o despreparo do presidente ?ao defender que limpeza é coisa de branco e não de um País negro como a África?.

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