Nacional
Com os votos da oposi��o
Para chegar aos mais de 50 votos calculados, o governo terá que contar com votos de senadores da oposição. O bloco do governo (PT/PSB/PTB/PL) conta hoje com 23 senadores, mas Heloísa Helena (PT-AL) já declarou várias vezes que votará contra a reforma. Serys Slhessarenko (MT), que ameaçava votar contra, mudou de opinião e decidiu votar com o PT. Paulo Paim (RS) decide seu voto apenas amanhã. O PMDB que é o maior partido Senado tem 22 senadores, mas três (Mão Santa, do Piauí; Papaléo Paes, do Amapá; e Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro) devem votar contra a reforma. Com isso, são 41 os votos da coalizão Bloco-PMDB. O governo ainda conta com mais dois votos dos senadores Mozarildo Cavalcanti (PPS/RR) e Patrícia Saboya Gomes (PPS/CE), o que garante 43 votos. Para chegar aos 49 mínimos e alcançar o índice de apoio esperado, o governo terá que ter entre 10 e 12 votos da oposição, que devem vir de nomes como os pefelistas Roseana Sarney e Edison Lobão, aliados de José Sarney no Maranhão. Aprovada em primeiro turno, a reforma deve voltar à pauta do plenário do Senado no dia seguinte para votação dos destaques apresentados pelos senadores insatisfeitos com a proposta original. Na batalha pela derrubada dos destaques cabe ao governo, mais uma vez garantir pelo menos 49 votos em plenário. Depois da votação de destaques é preciso esperar o intervalo de cinco dias úteis para começar a discussão da reforma em segundo turno, que é realizada em três sessões deliberativas. Durante este período, os senadores podem apresentar emendas de redação, que servem apenas para fazer pequenos ajustes no texto final a ser aprovado. O intervalo entre as votações pode ser reduzido com acordo unânime de líderes, mas o governo ainda não trabalha com a possibilidade de redução de prazos porque, teoricamente, ainda há tempo para aprovar a reforma com tranqüilidade até o final do ano.