Nacional
Lula se irrita com protesto e diz que n�o tem medo de grito
Brasília - Ao rebater protestos de ambientalistas o presidente Lula disse que se ?tivesse medo de grito, nem teria nascido. Afirmou ainda que nem direita nem esquerda farão acontecer nada no país sem que haja um debate democrático, em que a vontade da maioria prevaleça. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem os governos anteriores, especificamente o de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), para rebater protestos de ambientalistas, que enfrentou durante evento na UnB (Universidade de Brasília). Diversas faixas foram mostradas enquanto ele discursava na abertura da Conferência Nacional do Meio Ambiente. Quando a primeira faixa foi exibida na platéia, com os dizeres ?Justiça na Amazônia, reserva extrativista já?, Lula fazia a leitura de seu discurso. Em seguida, dezenas de outras faixas apareceram. Uma delas criticava o governo por não estar interferindo na discussão do projeto de biossegurança, que atualmente tramita na Câmara. ?O PL [projeto de lei] da biossegurança está sendo destruído e o governo não faz nada?, dizia a faixa. O presidente, então, partiu para o discurso de improviso: ?Eu quero dizer aos companheiros que estão presentes neste ato. Não há forma mais autoritária de comportamento do que algumas pessoas tentarem fazer com que seus interesses prevaleçam sobre os interesses da maioria do povo brasileiro?. Lula disse que perdeu três eleições e afirmou que se ele ?tivesse medo de grito, nem teria nascido?. Afirmou ainda que nem direita nem esquerda farão acontecer nada no país sem que haja um debate democrático, em que a vontade da maioria prevaleça. Lula citou o governo FHC, ao se referir ao ex-deputado Fábio Feldman (PSDB): ?Há 11 anos ele [Fábio Feldman] apresentou o projeto da Mata Atlântica. O partido ao qual ele pertence governou esse país por oito anos com maioria absoluta no Congresso e o projeto não foi votado. Nós não temos mais do que 200 deputados e vamos votá-lo?, disse Lula.