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Michelle Staheli tentou se defender, diz perito

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Rio ? Uma lesão na mão direita pode indicar que Michelle Staheli tentou se defender do ataque que sofreu junto com seu marido, um executivo da Shell, no último domingo. A informação foi dada ontem pelo perito Tito de Abreu Fialho. Segundo o diretor do IML do Rio de Janeiro, Roger Lancelote, ela também apresentou lesão no supercílio e escoriações. Várias lesões de defesa foram encontrados no corpo de Michelle. O perito também disse que a arma usada no crime pode ter sido um facão de jardineiro, um machado e até mesmo um enxada. Ele não confirmou se o mesmo instrumento foi usado para matar os dois. No entanto, disse que são ?instrumentos semelhantes?. O secretário de Segurança do Rio, Anthony Garotinho, disse que esse é um caso complexo. Os três participaram ontem de uma entrevista coletiva para dar detalhes do crime. ?Desde o início, quando foi averiguado que não havia arrombamento e após relatos da perícia técnica, foi descartada a possibilidade de ter sido feito um crime ?convencional?. Não foi um latrocínio convencional. Não houve uma vontade expressa de matar?. Garotinho não respondeu quando foi perguntado se já havia suspeitos para o crime. A filha de 13 anos do casal Staheli disse no depoimento que prestou à polícia, ontem, que estou que seu pai estava muito preocupado com um relatório que teria que entregar para a Shell e que precisava ser alterado a todo momento. A menina disse também não acreditar que seus pais tivessem inimigos. Segundo o depoimento, no dia da morte dos pais, ela foi dormir à meia-noite e passou pelo quarto do casal, onde tudo parecia correr bem. Seu irmão de 10 anos, que também depôs, estava muito nervoso. O menino foi quem encontrou os pais feridos. A filha também disse que abriu a porta de casa para o casal amigo de seus pais assim que viu os Staheli feridos. O portão da casa estava aberto. O casal, também norte-americano, que viu a cena do crime já está depondo na Justiça. A menina também disse que a mãe sentiu falta de uma flauta que custava cerca de US 200 e que desconfiava da empregada.

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