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Caixa quer dobrar cr�dito para habita��o

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A Caixa Econômica Federal planeja ?mais do que dobrar? os financiamentos para habitação e saneamento no próximo ano. Segundo o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, a instituição, que neste ano deve liberar todos os R$ 5,35 bilhões disponíveis para essas duas áreas, deve aumentar a oferta de crédito para R$ 12 bilhões no próximo ano. Segundo ele, o banco pediu R$ 7,45 bilhões ao Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) -órgão que administra os recursos do fundo-para conseguir cumprir o orçamento. O pedido já teria parecer técnico favorável e poderia ser aprovado na próxima semana, durante reunião do conselho. O restante dos recursos viria do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), da União e até mesmo da iniciativa privada. Do total, o setor de saneamento terá R$ 2,9 bilhões. Segundo Mattoso, neste ano foram R$ 1,4 bilhão e, em 2002, apenas R$ 235 milhões. O presidente da Caixa também divulgou outras duas metas da instituição para o próximo ano: aumentar a oferta de crédito total dos R$ 18 bilhões deste ano para R$ 30 bilhões e elevar o número de postos de atendimento de 16 mil para 22 mil. Durante cerimônia de comemoração da abertura de 1 milhão de contas simplificadas pela Caixa, Mattoso disse que estão sendo bancarizados os ?desprezados? pelo sistema bancário. Essas contas simplificadas tem como objetivo dar acesso aos serviços bancários para a população de baixa renda. A conta não exige depósitos mínimos, avaliação cadastral e comprovantes de renda ou endereço para sua abertura. Ele informou que 1,070 milhão de pessoas abriram a conta em pouco mais de seis meses, sendo que 86% têm renda mensal inferior a R$ 800. Para o final de 2004, a meta é abrir 3 milhões de contas. Mattoso disse que a Caixa não tem prejuízo nem lucro com as contas em que foi depositado dinheiro. A idéia agora é oferecer novos serviços para os clientes para que o negócio se torne lucrativo. Segundo ele, 200 mil clientes já podem tomar empréstimos -é preciso ter três meses de conta aberta para isso- de até R$ 200 com juros de 2%. Desses habilitados, ele informou que 25 mil pessoas já tomaram empréstimos no valor médio de R$ 135.

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