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Maioria dos alunos do NE tem notas D e E no Prov�o

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Brasília ? A maioria dos universitários da Região Nordeste que fez o provão este ano obteve conceito D ou E. Ou seja, tiveram médias entre zero e 40 pontos. Dos estudantes nordestinos, 39,1% não se saíram bem no teste. Os outros 25,1% ficaram com conceitos entre A e B. Os resultados do exame que avalia o ensino superior no País foram divulgados hoje pelo Ministério da Educação (MEC). Foram avaliados 26 cursos. Destes, apenas dois participaram do exame pela primeira vez: Fonoaudiologia e Geografia. Numa comparação com as demais Regiões do País, o Nordeste aparece em terceiro lugar no ranking. As piores situações detectadas pelo MEC no ensino superior estão nas Regiões Norte, onde apenas 11,5% dos alunos conseguiram alcançar conceitos entre A e B, e no Centro Oeste, onde o percentual de notas boas ficou em 20,3%. Notas melhores do que as dos universitários do Nordeste, foram encontradas nas Regiões Sul ? onde 35,3% dos alunos obtiveram conceitos A ou B - e no Sudeste, Região em que o índice foi de 27,9%. Na avaliação do diretor de estatísticas do Ministério, professor Dilvo Ristoff, o fato de o Nordeste ter ficado em terceiro lugar no ranking não surpreende. Para ele, isso se deve ao vestibular aplicado nas universidades federais e estaduais da Região, que já fazem uma peneira entre os melhores alunos. Os cursos em que os estudantes obtiveram as melhores notas foram: Odontologia, Jornalismo, Agronomia, Medicina e Engenharia Civil. Já o maior percentual de D e E foi encontrado nas áreas de Fonoaudiologia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Medicina Veterinária. Novo conceito Apenas dois dos 26 cursos analisados pelo Provão conseguiram média superior a 5. No total, 423.946 alunos fizeram o exame no último 8 de julho. Este ano, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), que criticou a fórmula do exame através de seu presidente, e o MEC decidiram mudar a maneira de divulgar as notas. O que antes era por conceito (A, B, C, D ou E), agora é por nota. Só odontologia, com média de 5,6 (ou 56 na escala de 0 a 100), e fonoaudiologia (5,57) conseguiram superar a metade da nota. Outras cinco áreas tiveram pontuação entre 40 e 50 e as demais, abaixo de 40. A menor média foi registrada em letras: 19,7.

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