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MPB vai ampliar fiscaliza��o ao trabalho escravo

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Brasília ? Uma das armas para combater o trabalho escravo no próximo ano é a interiorização do Ministério Público do Tabalho. O coordenador Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, Luís Antônio Camargo de Melo, acredita que esta é uma forma de ampliar o atendimento a trabalhadores submetidos à escravidão. ?Principalmente nos municípios do interior encontramos estas denúncias de forma mais contundente?, disse. O Ministério Público tem representações hoje em todas as capitais brasileiras, exceto no Acre, Amapá e Roraima, e em Campinas, Bauru e Maringá. Camargo informou que os primeiros locais a serem instaladas novas representações serão as quatro capitais no norte do país e nos municípios onde a incidência do trabalho escravo é grande, como Marabá, no Pará. Segundo ele, estão previstas para 2004 a instalação de 100 representações do Ministério Público do Trabalho em todo o país e que será realizado um concurso público para procurador do trabalho com 150 vagas. Camargo participou ontem em Brasília de uma reunião com procuradores regionais para avaliar as ações de combate ao trabalho escravo no país. A preocupação do MPB é organizar equipes em todo o país para atuar no campo, para detectar a mão-de-obra escravizada de pessoas que saem de vários estados, principalmente do Nordeste, como foi denunciada esta semana pela GAZETA pelo delegado Regional do Trabalho, Ricardo Coelho, estimando em 25 mil o número de alagoanos que anualmente vão a procura de trabalho em outros estados.

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