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Inadimpl�ncia cresce 5,6% no Pa�s

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Brasília ? O índice de inadimplência de consumidores e empresas acumula alta de 5,6% em todo o País, de janeiro a novembro, na comparação com igual período do ano passado, aponta um estudo inédito da Serasa. O desemprego, a queda da renda, os juros elevados e o aumento das tarifas públicas e impostos são apontados pela empresa como as principais razões para as dificuldades do consumidor em pagar suas dívidas. Já as pequenas e médias empresas enfrentam, segundo a Serasa, os maiores obstáculos para honrar seus compromissos, pois sofrem com o alto custo de manter estoques e não geram receitas devido à economia estagnada. Apesar do dado negativo, a Serasa destaca que o ritmo de crescimento da inadimplência está menor. Nos 11 primeiros meses do ano passado, o indicador estava em alta acelerada, de 20,6% em relação a 2001. O indicador de inadimplência da Serasa considera os registros de cheques devolvidos, títulos protestados e outras modalidades de crédito em bancos, empresas de cartões de crédito e financeiras. Isolando os dados apenas das pessoas físicas, a inadimplência no acumulado do ano, até novembro, cresceu exatos 5%. Já o índice só das empresas teve aumento maior, de 10,9% em 11 meses. Em média, o brasileiro deve no cartão e no cheque sem fundos R$ 392. Fatura atrasada do cartão de crédito e do carnê da financeira de R$ 237. Título protestado no banco de R$ 950. Esses são os valores médios que tiraram o sono dos brasileiros inadimplentes no mês de novembro, segundo um estudo da Centralização de Serviços Bancários (Serasa). O principal tormento dos endividados com a renda curta continua sendo o cheque devolvido. Segundo a Serasa, no mês passado, ele representou 36% do total do índice de inadimplência.

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