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Brasil � o terceiro pa�s em desemprego na AL

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O Brasil ficou em terceiro lugar, atrás da Venezuela e do Uruguai, no ranking de países que tiveram aumento no desemprego no ano de 2003, de acordo com estudo divulgado ontem Organização Internacional do Trabalho (OIT)). O desemprego na América Latina piorou em cinco dos nove países pesquisados. No ranking que inclui os países que tiveram melhora na taxa - Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Panamá e Peru - o Brasil ocupou o sexto lugar, entre os países pesquisados. Nos nove primeiros meses de 2003, na comparação com o mesmo período de 2002, o desemprego no Brasil subiu 12% para 12,4% da população economicamente ativa. Essa taxa só não foi pior, entre os que tiveram aumento do desemprego, do que as registradas na Venezuela - que passou de 15,7% para 18,9% - e no Uruguai, onde subiu de 16,5% para 17,4%. A Argentina, ao contrário, melhorou e registrou queda de 5,9% na taxa de desemprego. Mesmo assim, o nível de emprego no país continua baixo. Em maio de 2003 a taxa oficial estava em 15,6%, uma das maiores da história argentina. O pico do desemprego no país aconteceu em maio de 2002, quando bateu em 21,5% da população ativa, segundo dados do governo. Causa A desaceleração econômica verificada nesses países é o que explica o desemprego tão elevado. O Brasil terminará o ano de 2003 praticamente estagnado - as estimativas são de um crescimento entre 0,1% e 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas pelo país). Os dados do relatório da OIT mostram que, no final de 2003, existiam 19 milhões de desempregados urbanos na América Latina. Isso representa 11% da população em idade economicamente ativa de toda a região. Jovens e mulheres são os mais afetados pela crise. Esse número, no entanto, é um pouco melhor que o de 2002, quando a taxa atingia 11,2% da população da região. A melhora, apesar de pequena, foi resultado do crescimento do emprego em países como Argentina e Chile. A oferta de trabalho nesses países cresceram 5,9% e 0,4%, respectivamente.

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