Nacional
Renda b�sica � sancionado por�Lula sem recursos programados
Brasília ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que vai precisar da ajuda da sociedade para tirar do papel o programa Renda Básica de Cidadania, sancionado ontem. Para ele, é preciso esforço para arrumar os recursos financeiros necessários para a implementação do programa para que ele ?pegue?, ou seja, funcione efetivamente. ?Agora o nosso papel é transformar essa lei em uma lei que funcione, em uma lei que pegue, porque no Brasil tem lei que pega e tem lei que não pega. Para ela pegar vai ser preciso a compreensão de todos, de que não é possível, como num passe de mágica, se arrumar todos os recursos de que precisamos para fazer a lei acontecer?, declarou o presidente. Usando mais uma vez uma metáfora, na qual comparou o programa a um barco, Lula falou, dirigindo-se aos jornalistas presentes, que é necessário compreender que o governo precisará de ajuda para implementar o programa Renda Mínima. ?Queria até pedir aos meus companheiros da imprensa, que compreendam que essa lei é como se estivéssemos fazendo um barco. Essa lei só vai se transformar em um barco completo quando nós colocarmos esse barco no mar?, disse, lembrando que não faltarão cobranças a ele próprio e ao governo. ?Não faltarão aqueles que irão cobrar já no mês que vem a aplicação da lei?. Beijo de Suplicy No início e no final do discurso, ao falar de improviso, Lula fez elogios ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP), autor do projeto de lei aprovado pelo Congresso e que resultou na lei que criou a Renda Básica da Cidadania. O presidente disse que o projeto só foi aprovado porque o senador foi ousado e teimoso. ?Ninguém no nosso país tem mais méritos do que você (Suplicy) com a sua ousadia e sua teimosia para transformar a idéia em um projeto de lei, aprovado e sancionado agora. Se metade da classe política e da sociedade brasileiras tivesse a persistência que você tem, certamente nós já teríamos mudado o país rapidamente?, disse Lula ao senador petista. Ao discursar antes do presidente, Suplicy quebrou o protocolo. Ele chorou e, no final, pediu permissão para beijar Lula. ?Permita-me, presidente, mais hoje (ontem) tenho que lhe dar um beijo?, disse Suplicy, dirigindo-se em seguida ao local onde estava Lula, onde o abraçou e beijou no rosto.