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TV paga supera alimentos nos gastos de brasileiros

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Rio - O brasileiro está gastando mais com vestuário, enquanto corta despesas com saúde, leitura e recreação. Também gasta mais com a TV a cabo e internet do que com feijão e arroz. Os dados fazem parte da Pesquisa sobre Orçamentos Familiares realizada pela Fundação Getúlio Vargas nas 12 principais capitais do país com 14 mil famílias com rendimentos na faixa de um a 33 salários mínimos. De cada R$ 100 de renda, o brasileiro compromete em média R$ 1,30 com o arroz e o feijão, prato base da alimentação nacional. Enquanto isso, as despesas com internet e TV a cabo eram da ordem de R$ 1,47, na média, sendo o gasto com internet de R$ 0,57 e com a TV, de R$ 0,90. Na renda do brasileiro, os gastos com o telefone foram ainda maiores do que com internet e TV paga. De cada R$ 100 de renda, R$ 3,60 foram parar nas tarifas de telefonia fixa e outros R$ 1,30 com a conta do celular. O sonho de enriquecer, por meio de apostas nas loterias, também foi colocado de lado, assim como a troca de carro, que está sendo adiada. A pesquisa refere-se aos anos de 2002 e 2003. Nesse período, o maior aumento de gastos foi com as despesas diversas (28,32%), seguido por vestuário (6,03%), alimentação (2,37%) e habitação (2,2%). A população reduziu os gastos com transportes (-16%), saúde (-13,08%), educação, leitura e recreação (-5,31%). Outros itens No item alimentação, as famílias diminuíram o consumo de carne bovina, enquanto aumentaram o de carne suína, outros animais, e de pescados. Os produtos congelados registraram queda. Por sua vez, o brasileiro demonstra estar dando preferência a lanches e pequenas refeições. A freqüência a restaurantes levava em média 2,04% da renda na pesquisa anterior (1999-2000). Na atual, diminuiu para 1,99%. Por sua vez, as despesas com idas a bares e lanchonetes subiu de 0,64% para 0,74% no comprometimento médio da renda do brasileiro. Já no setor de habitação, observa-se o impacto dos fortes reajustes de tarifas de eletricidade (136%), gás de botijão (220%) e telefone residencial (75%). Juntos, luz, gás e telefone representaram 11,19% dos gastos totais das famílias. No item saúde e cuidados pessoais, a redução de 13,08% nos gastos pode ser explicada pela perda do poder aquisitivo da população.

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