Nacional
Rigotto quer apoio sem cargos
São Paulo ? O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), voltou a afirmar sua oposição à participação de seu partido no governo Lula. Para Rigotto, o PMDB poderia até pertencer à base governista no Congresso, mas sem ocupar cargos. Em declarações feitas durante a Couromoda, evento em São Paulo de que participou, ontem, o peemedebista retomou praticamente o mesmo discurso que tem feito há alguns meses. Como vinha fazendo, ele se disse voto vencido com relação à questão, mas disse que acata a decisão do partido. Rigotto também voltou a elogiar a política econômica do governo e o ministro Antônio Palocci. Durante o evento, o governador gaúcho defendeu, em conjunto com os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que a regulamentação da participação dos Estados na Cide (imposto sobre consumo de combustíveis) seja retroativa a 1º de janeiro. Para Rigotto, Alckmin e Aécio, esta seria a única forma de honrar o compromisso entre Estados e União firmado no ano passado para a aprovação da reforma tributária. A partilha da Cide deverá ser regulamentada por meio de medida provisória, que ainda não foi editada. ?A MP deveria ter caráter retroativo para o acordo ser honrado?, afirmou Aécio. A posição foi fechada ontem em um reunião pela manhã no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Os governadores também defenderam rapidez na definição das fontes de recursos para o fundo de compensação de exportações.