loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 28/07/2026 | Ano | Nº 6276
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Nacional

Meio ambiente

Desmatamento na Amazônia cresce quase 30% em 12 mess

De acordo com levantamento do Inpe, área desmatada foi de 9.762 km², maior valor desde 2008

Ouvir
Compartilhar
Levantamento do Inpe compreende o período de agosto de 2018 a julho deste ano
Levantamento do Inpe compreende o período de agosto de 2018 a julho deste ano -

A área desmatada na Amazônia foi de 9.762 km² entre agosto de 2018 e julho de 2019, de acordo com números oficiais do governo federal divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se de um aumento de 29,5% em relação ao período anterior (agosto de 2017 a julho de 2018), que registrou 7.536 km² de área desmatada. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), considerado o mais preciso para medir as taxas anuais. Ele é diferente do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais e já sinalizava tendência de aumento. É a maior área desde 2008, quando o Prodes apontou 12.911 km² desmatados; Desde 2012, quando desmatamento foi de 4.571 km², o aumento anual vinha sendo de 11,4%, em média; Segundo o Inpe, o nível de precisão do Prodes é de aproximadamente 95%; O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, diz que principal motivo do crescimento é prática de atividades econômicas ilegais;

CRÍTICAS

O número apresentado via Prodes é 42,8% maior do que os números compilados com base nos alertas do Deter. O sistema de alertas foi alvo de críticas dentro do governo federal no meio do ano. À época, os alertas do desmatamento no Brasil - medidos pelo Deter - registraram alta de 88% em junho e de 212% em julho. Naquele período, sobretudo em julho e agosto, o governo criticou o uso dos dados e afirmou que a medição do Deter não deveria ser usada em comparativos e que os números que deveriam ser considerados são os do Prodes. O Inpe chegou a ser acusado pelo presidente Jair Bolsonaro de mentir sobre os dados e agir a “serviço de alguma ONG”. A polêmica terminou com a demissão do então diretor do órgão, Ricardo Galvão. Em agosto, seguindo anúncio do ministro Ricardo Salles, o Ibama lançou um edital para contratar empresa privada para monitorar desmatamento na Amazônia. Período de agosto a julho O Prodes considera o intervalo entre agosto e julho porque o período abrange tanto as épocas de chuva quanto as de seca na região amazônica. Desse modo, leva em conta os momentos mais cruciais no “ciclo do desmatamento” e é capaz de identificar eventuais influências do clima. O levantamento do Prodes é realizado desde 1988. A informação publicada nesta segunda ainda é preliminar: como em edições anteriores, o Inpe revisará o dado no primeiro semestre do ano seguinte, para chegar à taxa consolidada.

A divulgação dos dados mais recentes ocorreu durante um evento em São José dos Campos (SP) e teve a presença dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, além do diretor do Inpe, Darcton Damião.

Shorts Youtube
Play
Jovem de 20 anos é preso com réplica de fuzil e drogas em Alagoas

Jovem de 20 anos é preso com réplica de fuzil e drogas em Alagoas

Play
Interdição na Ladeira da Moenda em Maceió

Interdição na Ladeira da Moenda em Maceió

Play
Corpo é encontrado na Mata do Rolo após denúncia anônima

Corpo é encontrado na Mata do Rolo após denúncia anônima

Play
Polícia prende suspeitos de assaltos no bairro Gruta de Lourdes em Maceió

Polícia prende suspeitos de assaltos no bairro Gruta de Lourdes em Maceió

Play
Feminicídio em Igreja Nova: vítima é morta a facadas pelo ex-companheiro

Feminicídio em Igreja Nova: vítima é morta a facadas pelo ex-companheiro

O Prodes faz o mapeamento com imagens dos satélites Landsat, CBERS e ResourceSat. O sistema consegue quantificar as áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares. Também registra o chamado “corte raso” das florestas, que é a remoção completa da cobertura florestal primária. O atual índice compreende áreas desmatadas no 2° semestre do ano passado, ainda sob a gestão do então presidente Michel Temer, e neste 1º semestre, já na gestão de Jair Bolsonaro. O ministro Ricardo Salles diz que fará uma reunião nesta semana para discutir medidas. O pico do desmate ocorreu em 1995, 29.059 km², em período que abrange os governos Itamar Franco e Fernando Henrique, sendo que o número caiu para 13,2 mil km² em 1998. Já em 2004 (agosto/2003 - julho/2004) novamente a área passou dos 20 mil km², chegando ao total de 27,7 mil km². À época sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo lançou um plano de ação que incluiu a criação do Deter. Na visão dos especialistas, as medidas foram essenciais para a trajetória de queda nos anos seguintes, chegando ao menor número em 2012, com cerca de 4,5 mil km² desmatados. No atual levantamento, quatro estados respondem por 84% da floresta derrubada. Com 3.862 km² de área desmatada, o Pará teve a maior participação. Foram 39,56% de toda a floresta derrubada nestes 12 meses. Mato Grosso, Amazonas e Rondônia ultrapassaram os mil km² de desmatamento e foram, nesta ordem, os estados que mais contribuíram com o aumento da taxa de desmate depois do Pará.

Relacionadas