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Reforma ministerial ainda pode ter novidades

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Brasília - O ministro-chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Tarso Genro, disse que sua possível ida para o Ministério da Educação, como parte da reforma ministerial negociada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não passa de especulação. ?É uma especulação natural da imprensa num momento de mudança, de reforma ministerial, que acolho com naturalidade como o quadro político do governo. Mas não há nenhuma posição do presidente da República a respeito desta questão e estou inteiramente dedicado a dar continuidade a meu trabalho na secretaria?, afirmou. O deslocamento de Tarso no ministério é uma das possibilidades em estudo pelo presidente Lula, que estaria analisando com sua coordenação de governo uma ampliação da reforma ministerial. Seria um troca-troca de postos de atuais ministros de modo a manter na equipe o ministro Ricardo Berzoini, que vai deixar o Ministério da Previdência para abrir espaço ao PMDB. Nesse troca-troca de pastas, Berzoini iria para o Ministério do Trabalho. Jaques Wagner, para a Secretaria de Desenvolvimento Social, e Tarso Genro para a Educação. O ministro Cristovam Buarque deixaria o governo e reassumiria sua cadeira de senador pelo Distrito Federal. Berzoini tem muitos defensores dentro do governo. O principal deles é o ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação. Ontem, o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), confirmou que aceitou o convite para ser o coordenador político do governo no ministério extraordinário a ser criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele, porém, não quis dizer quem será seu substituto. Segundo o futuro ministro, a liderança do governo é uma escolha pessoal do presidente. Apesar de o PCdoB ganhar, com Rebelo mais um ministério, o titular da pasta dos Esportes, Agnelo Queiroz, também do partido, não deve sair. De acordo com uma fonte do Palácio do Planalto, a indicação de Rebelo para a coordenação política do governo foi obtida por mérito pessoal e o cargo não é da cota do PCdoB, o que não impede a permanência de Agnelo. ?O PCdoB vai ter dois ministérios, mas o cargo do Aldo é por mérito pessoal?, disse a fonte.

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