Nacional
Programa de sat�lite ser� reativado este ano
O governo brasileiro vai reativar ainda neste ano o programa do VLS (Veículo Lançador de Satélites), parado desde a explosão do foguete no Centro de Lançamento de Alcântara (MA) que matou 21 técnicos que preparavam seu lançamento, em 22 de agosto do ano passado. A informação é do ministro da Defesa, José Viegas. Segundo Viegas, o programa será retomado de onde parou, mas com uma diferença importante: será adicionada tecnologia estrangeira ao VLS. ?As conversas estão avançadas com a Rússia e a Ucrânia?, disse Viegas, referindo-se aos principais fabricantes de foguetes fora do eixo EUA-União Européia. Diferentemente do que se chegou a especular, Viegas afirma que não haverá compra de um lançador pronto. ?Será aplicada tecnologia já existente ao projeto brasileiro, sobre o nosso foguete como está?, disse. Investigação Uma descarga de corrente elétrica acionou o motor A e causou o acidente com o foguete VLS-1, que se incendiou na base de Alcântara (MA) no dia 22 de agosto, deixando 21 mortos. Esse é o primeiro parecer das investigações sobre o desastre, revelado na sexta-feira pelo diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial), o brigadeiro-do-ar Tiago Ribeiro da Silva, em São José dos Campos. Quatro dias após o acidente, integrantes da comissão técnica criada pela Aeronáutica para investigar as causas do incêndio já apostavam em impacto ou em uma descarga elétrica como causa do desastre. No entanto, segundo Silva, ainda não foi descoberto de onde teria vindo essa corrente elétrica. ?Da linha de fogo, local onde se daria o acionamento do VLS, com uma descarga elétrica de 1,2 amperes, não saiu. O que constatamos, pela análise dos destroços, é que o fogo não começou de fora. A hipótese mais provável é que tenha vindo de dentro, mas ainda não sabemos como e é nisso que se concentrará agora a investigação.? Segundo ele, os seis russos que vieram auxiliar nas investigações chegaram à mesma conclusão, mas elogiaram o projeto. O prazo para as investigações foi prorrogado por mais 30 dias. No entanto, o CTA não descarta a hipótese de uma nova prorrogação. A hipótese de sabotagem, segundo ele, está totalmente descartada.