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For�a-tarefa apresenta pistas da morte de fiscais

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Unaí (MG) ? A força-tarefa criada pelo governo para investigar a morte de três fiscais do Trabalho e seu motorista, em Unaí (MG), apresentou ontem duas novas pistas: a encomenda de flores para um dos fiscais dois dias antes de sua morte e o depoimento de uma testemunha que teria visto um outro carro perto do local em que os servidores foram assassinados. Embora não haja suspeitos formais, a Polícia Federal investiga nove ?gatos?, aliciadores de mão-de-obra para a colheita, que atuam na região. Eles já foram indiciados em 2000 por terem feito ameaças a fiscais do Ministério do Trabalho, mas continuam livres e trabalhando para fazendeiros da região. Na manhã do dia 28 de janeiro, o motorista Ailton Pereira de Oliveira e os auditores Nelson José da Silva, João Batista Soares Lage e Erastótenes de Almeida Gonçalves foram mortos numa estrada vicinal na área rural de Unaí. Os ?gatos? estão na mira da PF porque a ação dos fiscais assassinados era, justamente, regularizar as relações de trabalho nas fazendas. A maioria dos grandes produtores de Unaí utiliza ?gatos? para conseguir trabalhadores de outras cidades na época da colheita. Para elucidar o crime, a força-tarefa também começou a analisar informações fornecidas pelo disque-denúncia criado para o caso ? 08007020190. A maioria das mais de 20 ligações recebidas era de trotes. No fim da tarde de ontem, a PF investigava uma pista sobre os assassinos no Espírito Santo. A encomenda das flores foi informada à Polícia Federal logo após a morte dos fiscais. Dois dias antes, no fim da tarde do dia 26, a subdelegacia de Paracatu (MG) recebeu o telefonema de uma floricultura da cidade querendo saber o endereço de Nelson José da Silva. Informaram que havia a encomenda de uma coroa de flores para ele, daquelas que são comuns em velórios, mas o episódio foi relegado por serem freqüentes as ameaças na região. No fim da semana passada, a PF começou a rastrear a ligação e aguarda, agora, detalhes a serem fornecidos pela Telemar. Ontem, o diretor-geral da PF, Paulo Lacerda, recebeu o primeiro relatório sobre o andamento das investigações. A PF trabalha com a hipótese de vingança de fazendeiros prejudicados pelos fiscais, ação de ?gatos?? e assalto.

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