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Chuvas j� atingiram 104 mil pessoas no Pa�s
Brasília ? As chuvas que caem em todo o país desde o início do ano já afetaram 104.325 pessoas em 15 Estados nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e ainda devem se agravar. A avaliação do governo é que haja uma melhora nas próximas horas, mas que o pior deverá vir em março e abril. Um levantamento divulgado ontem pelo governo federal indica que as chuvas deixaram 63.178 desalojados (que saíram de casas construídas em áreas de risco) e 41.147 desabrigados (que tiveram as casas destruídas). Foram destruídas 4.206 casas e danificadas outras 28.356, com um saldo de 84 mortos e 111 feridos. O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, apontou que, no Nordeste, a estação chuvosa começa entre fevereiro e março e termina em maio. Segundo ele, como as chuvas começaram com intensidade muito forte já em janeiro, pode chover ainda mais nos próximos meses. ?Se Deus quiser, pode não acontecer, mas, nesse itinerário, as piores probabilidades de chuvas ainda são para março e abril?, disse. A previsão do ministro contrasta com a do Comando do Exército. Segundo fax assinado pelo coronel Aldo Bonde, subchefe do Gabinete do Comandante do Exército, distribuído à imprensa no Palácio do Planalto, com data de ontem, ?tudo indica que a fase mais aguda já passou. O pior ocorreu há mais ou menos seis dias?. O coronel, no entanto, ressalta que ?há óbvias possibilidades de repetição do fenômeno?. Reunião O presidente Lula reuniu nove ministros no Palácio do Planalto para tratar do problema: Antônio Palocci (Fazenda), Tarso Genro (Educação), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social), Ciro Gomes (Integração Nacional), Humberto Costa (Saúde), Roberto Rodrigues (Agricultura), Guido Mantega (Planejamento), Anderson Adauto (Transportes) e José Dirceu (Casa Civil). Participaram também os secretários-executivos dos ministérios de Minas e Energia e das Cidades. Os prejuízos com a destruição de moradias chegam a R$ 99 milhões, segundo estimativa do governo. Ciro Gomes disse que o governo federal não irá ajudar a recolocar desabrigados em áreas de risco. De acordo com o ministro Ciro Gomes, o governo está tomando providências emergenciais, para impedir que as comunidades afetadas fiquem isoladas, sem água potável e comida, além de sujeitas a doenças típicas de enchentes, como cólera e leptospirose. O ministro disse que a Secretaria Nacional de Defesa Civil tem R$ 26 milhões para usar nas providências emergenciais, e o Ministério da Defesa, R$ 6 milhões. O Exército já construiu três pontes para evitar o isolamento de comunidades e deverá construir mais uma. O governo informa que já distribuiu 38.900 cestas básicas. Um centro para prevenir o governo da possibilidade de enchentes em áreas críticas deverá estar funcionando em 60 dias.