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CUT lan�a programa criticando desemprego

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Brasília ? Com a presença de cinco ministros, entre eles o do Trabalho, Ricardo Berzoini, e o ex-titular da pasta, Jaques Wagner, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) lançou ontem seu programa de televisão, em coquetel no Congresso Nacional, cujo primeiro tema a ser abordado, no próximo sábado, será o desemprego no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após a solenidade, Berzoini afirmou que não estava ?constrangido? porque a central sindical ?tem total independência e autonomia para criticar o governo?. Já Wagner afirmou que não há ?mágica? e que ?só tem emprego com crescimento econômico??. O ?TV CUT?? estréia este sábado, às 14h15, na Rede TV. O programa vai mesclar reportagens com uma espécie de ?talk show?, em que o primeiro entrevistado será o presidente da central, Luiz Marinho, segundo o qual a pretensão é ter um canal de televisão próprio daqui a dez anos. ?Há uma constatação: o desemprego aumentou. Mas também tem (no programa) críticas à velocidade da política econômica, que precisa reagir. Precisamos crescer, apressar a redução dos juros, essas coisas certamente estarão contidas nesse programa?, disse Marinho. O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), ressaltou a importância do programa para a democratização dos meios de comunicação. ?A comunicação no nosso país sempre foi tratada de forma privilegiada, monopolizada. O acesso à informação útil, factual, sempre sofreu deturpações. Isso é importante para consolidar a democratização da informação e para consolidar uma comunicação mais acessível a nosso povo?, disse ele. O custo mensal dos programas é R$ 300 mil. Neste primeiro mês, a CUT desembolsará metade (R$ 150 mil mensais) do valor e o restante será custeado pela agência Fischer América e pela própria Rede TV!. Segundo Marinho, o objetivo é que a partir do próximo mês pelo menos duas empresas passem a patrocinar o programa. Também estavam presentes os ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Guido Mantega (Planejamento), Luiz Dulci (Secretaria Geral), o assessor especial da Presidência, Frei Betto, e o embaixador do Brasil em Cuba, Tilden Santiago. Obsessão O ministro Jaques Wagner afirmou que vai mudar o estilo e a forma de trabalho do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para que ele seja mais ?objetivo?. Wagner, recém saído da pasta do Trabalho, assumiu a presidência do conselho no lugar do ministro Tarso Genro, que foi para a Educação. ?A tese da consertação (adotada por Genro) é válida mas quero discussões mais objetivas. Não adianta levar (para o conselho) o que não for agenda do governo, que é crescimento com inclusão pela via do trabalho, emprego e renda?, disse ele. O CDES é integrado por empresários e outros representantes da sociedade civil. Para Wagner a mudança de enfoque é natural. ?O (ministro Ricardo) Berzoini (Trabalho) não fará o que eu estava fazendo. A tarefa do conselho era uma, o perfil do Tarso era um. Eu no conselho vou continuar a brigar por trabalho, emprego e renda. Vou continuar com a mesma obsessão?, afirmou.

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