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PF prende 25 acusados de fraude em Manaus

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Manaus - A Polícia Federal prendeu ontem 25 pessoas, em Manaus, entre auditores fiscais (10) do Ministério do Trabalho, empresários (7), executivos (7) e um contador, sob a acusação de envolvimento em um esquema de fraudes na fiscalização dos ambientes e regularidade de contratações trabalhistas. A chamada operação Zaqueu, deflagrada na madrugada de ontem, cumpriu 41 mandados de busca e apreensão, em Manaus e São Paulo. Foram apreendidos nas residências dos fiscais carimbos do ministério para rescisões contratuais, documentos relativos a atuações realizadas em 1997 - para as quais, conforme a lei, as penalidades já estariam prescritas - , além de três lanchas, armas e R$ 84 mil em dinheiro. O esquema começou a ser desvendado pela PF em setembro do ano passado, quando um empresário do setor de segurança privada denunciou ao Ministério Público Federal a tentativa de extorsão de um auditor fiscal. Para livrá-lo de multa, o fiscal queria o pagamento em toras de madeira. E chegou a detalhar em um bilhete as espécie que queria receber. O esquema A base das investigações são a quebra de sigilos fiscal, telefônico e bancário, além de escutas telefônica autorizadas pela Justiça. Os suspeitos foram fotografados e filmados pelos agentes federais em situações nas quais estariam fazendo ?negócios?. Os fiscais envolvidos - quase um quarto do quadro total em atividade no Estado do Amazonas, que conta com 39 profissionais para a fiscalização - são acusados de atuar de duas formas: reduziam o valor das multas decorrentes de autuações ou faziam vistas grossas, deixando de fiscalizar empresas mediante pagamento de um ?salário? mensal. A ação do grupo não seguia uma coordenação única. Os fiscais atuavam individualmente. Às vezes, dividiam ?negócios? entre si, segundo a PF. Não há informações sobre o valor de propina. Mas o cruzamento de dados dos sigilos fiscais e bancários dos auditores do Trabalho revelou incompatibilidade entre os valores que recebiam como funcionários públicos - com salário mensal bruto de R$ 9.000 - e o patrimônio que construíram.

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