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CPI descobre conta usada por traficantes de �rg�os
Recife (Agência Folha) - A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) estadual que investiga o tráfico de órgãos humanos em Pernambuco descobriu indícios da existência de uma conta bancária no Brasil supostamente destinada a movimentar dinheiro usado para pagar os exames que precediam as cirurgias de extração ilegal de rins. Os exames, segundo apurou a CPI, eram feitos em Recife. Os pacientes aprovados eram encaminhados para a cidade de Durban, na África do Sul, onde os órgãos eram retirados e transplantados. A pessoa que vendia um rim recebia até US$ 10 mil, líquidos. Os parlamentares suspeitam que o titular da conta bancária seja João Cavalcanti Nascimento, suposto integrante da quadrilha internacional. Ele teria se submetido à cirurgia e trabalharia como aliciador de novos interessados. O nome dele, de sua mãe e o número de sua cédula de identidade têm pequenas diferenças em relação aos dados constantes na conta. Ainda de acordo com a CPI, já há indícios de que 40 pessoas submetidas aos exames teriam vendido um dos rins ao grupo. O irmão de João Cavalcanti Nascimento, José Cavalcanti Nascimento Júnior, depôs ontem à comissão e negou o envolvimento da família no caso. Também depuseram os israelenses Gedalya Tauber, acusado de liderar o esquema no Brasil, e Eliezer Ramon. Profissional da área médica, Ramon teria a missão de expandir o negócio no país.