Nacional
Cria��o de CPI no Senado divide governo e oposi��o
Governo e oposição no Senado contam as assinaturas para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias contra o ex-subsecretário de Assuntos Parlamentares, Waldomiro Diniz. No PMDB, maior bancada no Senado, o líder Renan Calheiros (AL) é contra a instalação da comissão. O PT, que conta com 13 senadores, reúne-se hoje para decidir qual será a posição do partido diante da proposta de CPI. Os demais partidos do bloco de apoio ao governo (PSB/PTB/PL) aguardam a decisão. Na oposição, só o PSDB definiu posição: dez dos 11 senadores concordam em assinar o requerimento proposto pelo colega Antero Paes de Barros (PSDB-MT). Apenas o senador Eduardo Siqueira Campos (TO) recusou-se a assinar o pedido de CPI. Já no PFL, que conta com 17 senadores, a indefinição continua. O partido realizaria hoje uma reunião extraordinária de sua Executiva Nacional para tratar da questão. O encontro foi cancelado no final da tarde. Pela manhã, o senador Antonio Carlos Magalhães (BA) afirmou que não assinaria o requerimento por julgar que não há qualquer indício de envolvimento do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, nas denúncias feitas contra Waldomiro Diniz. Juntos, PSDB e PFL contam com 28 senadores, número que ultrapassaria os 27 mínimos exigidos para a abertura de uma CPI no Senado. No entanto, o PSDB dará dez assinaturas e o PFL, em princípio, 11. Com isso, são 21 nomes pela abertura da CPI. A diferença viria da adesão dos cinco senadores do PDT: Almeida Lima (SE), Augusto Botelho (RR), Jefferson Pérez (AM), Juvêncio da Fonseca (MS) e Osmar Dias (PR) ¿ somados aos nomes de Heloísa Helena (sem partido/AL) e dissidências no PMDB, como o senador Mão Santa (PI) e Pedro Simon (RS).